Viagens na Nossa Terra #02

Douro Vinhateiro

Após um final de tarde de puro relaxamento no spa do Hotel Douro Valley onde pernoitamos e um jantar gourmet no seu restaurante “Palato D’Ouro” que, para além das magnificas vistas para o rio, nos proporcionou uma refeição inesquecível, norteada pelos ricos paladares do Douro, deixamos logo de manhã o Baixo Douro subindo as suas margens ao encontro do Douro Vinhateiro.

Destino: Lamego, uma das cidades mais antigas de Portugal.

A sua imagem de marca é, sem dúvida o Santuário da Nossa Senhora dos Remédios… no topo do morro com acesso pela imponente escadaria barroca composta por 686 degraus e diversos patamares decorados com esculturas e azulejos. A íngreme geologia do terreno acentua a grandiosidade do conjunto, rodeado pela mística do denso arvoredo que forma o Parque de Santo Estevão.

Mas, este não é o único local digno de uma visita:

Dos tempos medievais são testemunho a , cujas pinturas coloridas do teto são imperdíveis, não tivessem sido elas obra do pintor-arquiteto italiano Nicolau Nasoni, no século XVIII.

e o castelo, no alto da cidade, ao qual chegamos atravessando as muralhas pela belíssima Porta dos Figos.

Imponente, vigilante no topo da colina, a subida à Torre de Menagem permitiu-nos apreciar os rios Varosa, Coura e Balsemão e toda a região circundante.

Não saímos de Lamego, terra de sabores e tradições, sem provar a sua famosa bôla, que existe em várias versões, de fiambre, presunto, vinha d’alhos, atum, frango, sardinha e bacalhau, mas sempre fiel á sua receita tradicional que remonta ao século XIX. Aliás toda esta região possui uma gastronomia ímpar, um paraíso de boa e diversificada comida, desde os pratos à doçaria tradicional. O coelho bravo, o cabrito assado, bem como os deliciosos petiscos de presunto, enchidos de porco, o biscoito da Teixeira, os “Lamegos”, entre outros, e as sumarentas frutas presentes nos pomares que se perdem de vista ao longo das encostas solarengas das terras do Douro são apenas algumas iguarias que deliciam qualquer um que por aqui passe.

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Deixamos aqui recomendada uma tour, que parte do Porto, para quem pretenda visitar esta cidade numa visita guiada e que inclui Amarante, Lamego e Régua, todas cidades imperdíveis no norte de Portugal.

Será certamente um dia muito bem passado, estando incluído o almoço e uma visita a uma vinícola com degustação de vinho do Porto.


Deixando a cidade de Lamego, Ucanha, foi a primeira paragem neste dia périplo pelos recantos do Douro Vinhateiro.

Sendo conhecida por ser o povoado mais antigo das redondezas, localiza-se na margem direita do Rio Varosa num vale limitado pelas colinas arborizadas da Serra de Santa Helena.

As suas principais atrações são a ponte romana medieval e a torre que servia de proteção e, ao mesmo tempo, de portagem para aqueles que queriam passar de um lado para o outro do rio.

A ponte está à entrada do antigo couto de Salzedas e do seu famoso e velhinho mosteiro. A mágica travessia está ali por várias razões: em primeiro lugar, porque defendia o couto monástico, depois porque era uma demonstração do poder senhorial dos abades de Salzedas, facilitando também a cobrança dos direitos de portagem que foram extintos no século XVI. Não é difícil assim de imaginar as muitas e interessantes histórias do quotidiano de outros tempos que por ali já se viveram..


Mesmo ao lado, Salzedas brinda-nos com as suas ruínas românicas, no local de Abadia Velha e com um dos mais ricos e emblemáticos mosteiros de Portugal em torno do quem a povoação cresceu, o Convento de Santa Maria de Salzedas

As suas grandes dimensões fazem com que sobressaia, imponente, no meio do casario uniforme da pequena povoação .


Sempre por curvas e contra curvas chegamos a Barcos, outras das aldeias abrangidas pelo recente Programa das Aldeias Vinhateiras do Douro, famosa pelas suas belas vistas sobre os campos de cultura que descem para o Douro e pela igreja românica que ali existe dedicada a Nossa Senhora da Assunção.

Foi habitada desde tempos imemoriais, como comprova o Castro de Sabroso, atualmente dominado pela Capela de Nossa Senhora de Sabroso e que hoje é um marco da religiosidade da região, destino de romeiros e palco de festas dedicadas à santa padroeira. Do importante cemitério envolvente restam hoje algumas tampas de sepulturas encostadas aos muros do pequeno santuário. As cruzes e as espadas esculpidas em algumas lajes revelam o estatuto daqueles a quem pertenceram.


A última paragem antes do regresso a casa levou-nos até ao miradouro de Casal de Loivos.

Aqui o enquadramento paisagístico é perfeito…

À nossa frente a mais bela das curvas do rio Douro, o casario branco do Pinhão , os socalcos repletos de vinhedos…

Um cenário deslumbrante do Douro Vinhateiro, uma paisagem única no mundo!

Caso esteja de visita ao nosso país, sem carro próprio, deixamos aqui algumas sugestões para o aluguer:

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