Viagens na Nossa Terra #01

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Aldeia de Couce (Valongo/Porto) / Penafiel / Douro) – 1º dia de viagens na nossa terra

Tendo como base a cidade do Porto para as “viagens na nossa terra”, são as mais variadas as opções hoteleiras na zona, desde o típico hotel citadino até ás imensas guest houses que agora proliferam pelo centro e seus arredores, mais acolhedoras e também mais em conta…

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Mas a viagem que sugerimos hoje deixa para trás a cidade invicta e leva-nos a conhecer algumas aldeias classificadas ao seu redor terminando no vale do douro num dos mais panorâmicos hotéis sobre o rio.

  • Aldeia de Couce
  • Quintandona
  • Gondarém
  • Midões

ROTEIRO CIDADE DO PORTO

em breve!!!!!

Para museus no Porto veja desde já os nossos artigos: Museu do Holocausto e Espetáculo Imersivo Michelangelo e Da Vinci

Entre a Serra de Santa Justa e a Serra de Pias, banhada pelo Rio Ferreira é difícil acreditar que estamos a poucos minutos da cidade do Porto… Foi por aqui que iniciamos as viagens na nossa terra!

Aldeia de Couce

Com a particularidade de ser um dos povoados mais pequenos do país, talvez uma dúzia de habitantes, a Aldeia de Couce é uma rua!

Nesta aldeia típica, toda em pedra, percorremos o seu caminho principal deixando-nos guiar pelo cantar dos galos e pela paz daquele lugar.

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Talvez por “sermos da cidade” achamos fascinantes as aldeias típicas… e conhecê-las é um incentivos que nos está a fazer percorrer o nosso país!

São várias as atividades disponíveis para um dia (ou mais) bem passado nesta zona, sendo as caminhadas as mais procuradas…

Corredor Ecológico é o percurso com cerca de 9 km, que liga a cidade de Valongo ao Parque das Serras do Porto, ao longo de linhas de água estruturantes da paisagem.

Tem início junto ao Parque da Juventude (a escassos metros do apeadeiro do Susão), passando pelo Largo do Centenário, Parque da Cidade, Aldeia de Couce e termina na Serra de Pias. Ao longo deste trilho é possível observar alguns exemplares emblemáticos da fauna e flora bem como alguns aspetos geológicos que nos ajudam a interpretar e conhecer o processo de formação destas serranias.

No âmbito do Parque Paleozóico de Valongo foram implementados na Serra de Santa Justa outros dois percursos:
percurso amarelo corresponde a um pequeno circuito em torno do Alto do Castelo, permitindo contactar com alguns testemunhos mineiros, com as Fragas do Castelo e com o rio Ferreira. Está assinalado através de prumos de madeira com uma faixa amarela.
percurso vermelho apresenta um traçado linear entre o Centro de Interpretação Ambiental e o início do estradão de Couce, permitindo a visualização de algumas estruturas  mineiras, algumas fragas quartzíticas e proporcionando também uma excelente vista panorâmica sobre o vale do rio Ferreira e Couce. Está assinalado através de prumos de madeira com uma faixa vermelha. – Desdobrável do Percurso Vermelho


Quintandona

Depois de Couce, chegamos a outra lindíssima aldeia típica, Quintandona, muito bem preservada, cujas construções utilizam xisto, granito e lousa, estando harmoniosamente enquadradas num local com uma enorme beleza natural.

Tantas vezes passamos ao lado do concelho de Penafiel ignorando o seu património arqueológico e as suas aldeias preservadas… mas nestas viagens pela nossa terra, que hoje iniciamos, decidimos dar-lhe a merecida atenção.

O largo onde se encontra o cruzeiro, a capela com mais de 200 anos, os lavadouros tradicionais e os espigueiros vão “pousando” para a fotografia e fazem-nos ter pena de estarmos apenas de passagem e não pudermos usufruir do Winebar Casa da Viúva ou passar a noite na Casa Valxisto.

O futuro do turismo passa por aqui.

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A sede deste núcleo do Museu Municipal de Penafiel localiza-se temporariamente na Casa do Xiné. A Aldeia de Quintandona é núcleo dependente, aberto em setembro de 2013. Constituído pelo conjunto arquitetónico vernacular está permanentemente aberto ao público, com percurso recomendado no roteiro de visita e sinalética informativa. A Casa do Xiné – Centro Cultural tem uma sala de apoio e informação ao visitante sobre o núcleo vernacular e a sua contextualização histórica.


Museu da Broa

Continuando no concelho de Penafiel chegamos á freguesia de Capela onde, inserido na paisagem rural, encontramos o Museu da Broa.

Composto por moinhos recuperados somos transportado até ao tempo em que estes constituíam um importante factor de sobrevivência e ao som da melodia da água por entre as pedras do riacho ali ao lado.

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O Ciclo Tradicional da Broa pode ser observado em dez painéis, distribuídos pelos moinhos., onde estão representadas as etapas que trazem a broa à nossa mesa: o trabalho árduo no campo, a alegria na eira, o movimento da moagem, a recompensa pelo esforço de preparação da fornada de broa.


Castro de Monte Mozinho

Fomos depois ao encontro da história… regressamos à época romana, ao século I d.C. com a visita ao Castro de Monte Mozinho na freguesia de Oldrões, também conhecido por Cidade Morta de Penafiel.

A perspectiva aérea deste que é um dos grandes tesouros arqueológicos do País, é que nos trouxe até cá…

Para os fãs da Guerra das Estrelas não podemos deixar de salientar a semelhança do local à nave de Han Solo, a famosa Millenium Falcon.

É o maior Castro Romano da Península Ibérica, embora ainda não esteja totalmente explorado.

No Centro Interpretativo do Castro de Monte Mozinho, que pode ser visitado antes ou após a ida ao local, assistimos a um vídeo tridimensional que nos dá uma ideia de como seria aquele povoado e o seu modo de vida. Estão também expostas maquetes de algumas edificações e cerâmicas encontradas nas escavações arqueológicas.

Atravessamos o rio… mudamos de margem e de concelho para chegar ás chamadas “Montanhas Mágicas” do Município de Castelo de Paiva.

E, como que nelas encaixadas, há duas aldeias de paragens obrigatória, conhecidas como as aldeias de xisto do Douro:

Gondarém

Gondarém, localizada na meia encosta do rio Douro, com as suas pitorescas ruelas, atravessada por uma rua estreita, onde só passa um carro! Praticamente deserta fruto de ali apenas morarem de forma permanente 5 pessoas percorremos devagar este caminho principal, inspirando o ar puro e apreciando o silêncio e a paisagem.

Midões

e a aldeia de Midões, junto ao rio de igual beleza mas com um planeamento diferente fruto da distribuição pela pequena encosta das suas casas, maioritariamente em xisto.

Com frente para o maravilhoso Douro e vista desafogada para a imponente serra da Boneca, o  seu pequeno e singular cais de acostagem convida a que lá se permaneça desfrutando da paisagem.


Hotel Douro Valley – o escolhido para o 1º dia das viagens na nossa terra

O vale do Douro era o destino final deste dia e ao longo dele seguimos apreciando a sua paisagem única.

Entre florestas de sobreiros e carvalhos e vestígios de algumas práticas agrícolas ancestrais, como é exemplo a vinha de enforcado, vinha para a produção de vinhos verdes, percorremos as suas encostas até ao concelho de Baião onde se encontra o Hotel Douro Valley que alia o glamour e requinte à tradição daquela região.

Com o rio e Cinfães, na outra margem, em pano de fundo a ideia era relaxar na magnífica piscina infinita deste hotel e esquecer o mundo que nos rodeia e toda a conjetura anormal que hoje vivemos… mas o tempo nublado não ajudou e apenas pudemos desfrutar das incríveis vistas panorâmicas.

A localização privilegiada este hotel de 5 estrelas, o seu ambiente relaxante e acolhedor, rodeado pelas ancestrais vinhas da região do Douro, classificadas como Património Mundial da Humanidade que permite a cada hóspede uma relação próxima com a natureza, fazem deste hotel, simultaneamente moderno e elegante, uma sugestão nossa para um fim de semana bem passado!

Caso esteja de visita ao nosso país, sem carro próprio, deixamos aqui algumas sugestões para o aluguer:

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Todos os textos são da autoria de Olga Samões e todas as fotografias deste blogue são da autoria de José Carlos Lacerda, exceto onde devidamente identificado. Proibida a reprodução de quaisquer textos e/ou imagens sem autorização prévia dos autores

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E terminamos o primeiro dia de “viagens na nossa terra” – no dia seguinte fomos para o “Douro Vinhateiro“!

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