O melhor de BERLIM

berlim

O ano de dois mil e dezasseis foi, sem dúvida, um ano dedicado ao atletismo internacional, que culminou na Maratona de Berlim”

Já vos fomos contando, nos artigos anteriores “Fim de semana em Amesterdão” e “Dublin – Roteiro pela capital da Irlanda” que com a “desculpa” de por lá realizarmos a meia maratona e a prova dos 30 kms, respetivamente, fomos conhecendo estas cidades.

O objetivo final do ano era chegar bem preparados á maratona de Berlim, uma das maiores do mundo, e claro, conhecer também um pouco desta cidade, que merece uma visita futura sem tanta “correria”.

Vamos por isso deixar aqui “um cheirinho” do que conseguimos visitar nestes 3 dias que passamos em Berlim.

No fim deste artigo deixamos um GUIA PRÁTICO com todas as dicas desta cidade, como chegar, onde ficar, etc!

Temos a certeza que logo que nos seja possível voltaremos, não só porque esta cidade representa uma aula de história ao céu aberto… e nós adoramos história, mas também pelo facto de podermos vivenciar com mais calma e mais ao pormenor toda a sua diversidade cultural e artística! 

Berlim é uma cidade basicamente plana e a única colina que existe na cidade, A Teufelsberg (Montanha do Diabo, em alemão) fica em um parque no lado ocidental da cidade e foi construída com os escombros da Segunda Guerra Mundial…

Fizemos as visitas aos locais de que vos vamos de seguida dar nota, que consideramos essenciais na visita desta capital europeia, após termos estudado e pesquisado sobre cada um para nos inteirarmos da sua história.

Existem porém, TOURS GRATUITAS da Civitatis que são sempre uma excelente opção!

Os free tours não possuem um preço fixo. No final do tour, o participante decidirá o valor que pagará ao guia de acordo com o grau de satisfação.

Reichstag, o Parlamento Alemão

Este monumento imponente, em estilo neoclássico, com uma grande cúpula de vidro não passa desapercebido!

E se por fora já impressiona, aconselhamos que agendem uma visita ao seu interior… além de gratuita é uma oportunidade única de conhecer por dentro um edifício que foi palco de diversos eventos importantes para a história alemã.

Dentro da cúpula de vidro de 23,5 metros,  uma rampa em espiral circula o espaço até ao topo dando uma visão de 360º.

O edifício original foi destruído pelos aliados durante a 2ª Guerra e só após a reunificação ocorreu a reconstrução, que lhe trouxe com vidros e espelhos internos e com isso luz natural a sala do plenário, que para além do lado estético reduziram o consumo de energia elétrica do prédio!

Durante a existência do muro, que separava a Berlim oriental e ocidental, esse prédio ficava na parte ocidental e o portão de Brandenburgo, na parte oriental, ficando, entre eles, o muro de Berlim.

Brandenburger Tor – Portão de Brandemburgo

Logo ao lado do parlamento, cercado pelas embaixadas dos Estados Unidos, da Rússia e do Reino Unido, numa praça palco de muitos eventos históricos, alguns felizes e outros nem tanto… está o marco da reunificação alemã após a queda do muro e também o símbolo de Berlim, o portão de Brandemburgo

Encomendado pelo rei Frederico Guilherme II da Prússia, como símbolo do triunfo da paz sobre as armas, era á data uma das portas de entrada de Berlim

Sofreu danos consideráveis durante a 2ª Guerra Mundial, sendo totalmente restaurado durante os anos de 2000 e 2002 mantendo, no entanto, o seu estilo neoclássico que lembra as construções da Acrópoles de Atenas

No topo do portão está a estátua da Quadriga, uma carruagem com quatro cavalos onde é representada a Deusa da Vitória.  Esta obra em bronze completa a beleza deste projeto centenário.

Sabiam que a Quadriga nem sempre esteve virada para o lado em que atualmente se encontra?

No período em que o Portão esteve sob o domínio soviético, houve uma restauração da Quadriga, a qual foi removida, derretida e refeita para ser colocada no Portão novamente. E nessa altura foi questionado o seu posicionamento por estar virada para o lado ocidental… Assim quando foi reposta foi colocada virada para o lado oriental, que era… o lado socialista! Na época, o governo da Alemanha Oriental (DDR) alegou que a ideia era que a deusa estivesse virada para a cidade de Berlim e não para fora da cidade. Sendo esta uma boa desculpa ou não, a Quadriga está nesta posição até os dias de hoje!

Sob os seus arcos, passaram membros da realeza, as tropas de Napoleão e alguns desfiles nazistas.

Com a construção do Muro de Berlim ficou preso “entre o leste e oeste“, sem que praticamente ninguém tivesse acesso ao local e como tal foi completamente abandonado.

Com a queda do Muro de Berlim em novembro de 1989, o Portão que antes era símbolo de uma Alemanha dividida, tornou-se o símbolo da reunificação do país.

Memorial do Holocausto ou Memorial aos Judeus Mortos da Europa

Esta homenagem à todos os judeus mortos na Europa no holocausto, e foram mais de 6 milhões os judeus assassinados sob o regime de Adolf Hitler e dos nacional-socialistas, foi projetada pelo arquiteto Peter Eisenman e é uma mistura de história com arte contemporânea!

 São quase 3.000 de blocos, de diferentes tamanhos, que simbolizam as diferentes pessoas que morreram naquela época. Um memorial que convida ao silêncio e à reflexão.

Ao percorrer este “labirinto” com cerca de 19.000 m² é inevitável a sensação de claustrofobia e angústia criado pelas suas paredes, cheias de carga emocional.

Por baixo, um museu, com entrada gratuita, conta um pouco sobre o holocausto e faz homenagens às vítimas e às famílias judias que foram mortas durante a Segunda Guerra. São memorias tristes, mas sempre importantes para conhecer a história e ter consciência de que a mesma não se pode repetir.

Potsdamer Platz

A “Potsdamer Platz”, Praça de Potsdam, fica numa região que foi quase completamente destruída durante a Segunda Guerra Mundial e, como tal permaneceu um descampado  até a metade dos anos 2000.

Com a sua reconstrução tornou-se um dos centros mais modernos de Berlim, repleta de centros comerciais e sedes empresariais onde se destaca o Sony Center.

No meio da praça está um relógio que simboliza o primeiro semáforo da Alemanha, construído para regular o tráfego do crescente número de carros que enchiam a capital em 1924.

Nos seus passeios passamos ainda por uma pequena parte do muro de Berlim, preservado da época que por ali dividia a cidade em duas partes.

À esquerda fica a Leipziger Platz, onde se pode encontrar o Museu da Espionagem, uma exposição permanente de Salvador Dalí e a torre da DDR, onde os guardas da Alemanha comunista vigiavam o muro.

A sudeste da Potsdamer Platz está um dos museus mais impressionantes de Berlim, o Topographie des Terrors, construído no local onde ficava a sede da polícia nazista e da Gestapo. Destruído completamente pelos bombardeiros dos aliados em 1945, o local foi transformado em museu em 1987. A exibição acontece nas celas onde presos políticos eram torturados, mas o prédio não foi reconstruído, por isso o museu funciona ao ar livre.

A visita à Topografia do Terror é gratuita e o local abre das 10h às 20h. Hoje em dia, funciona uma fundação dedicada à estudar e prover informações confiáveis sobre o Nacional Socialismo e a guerra.

Checkpoint Charlie

Este ponto da cidade que era um dos três que fazia o controle de entrada e saída das pessoas que desejavam ir e vir do lados oriental e lado ocidental da cidade, na época do muro de Berlim, durante a Guerra Fria.

Por isso o seu nome indica a terceira letra do alfabeto fonético internacional (Alpha, Bravo, Charlie…)

Mas, apesar de ter “o terceiro”  em nome tornou-se o mais importante de todos por ser o único acesso para membros do exército, do governo e de diplomatas do lado capitalista que quisessem atravessar a fronteira e era ali também era a única passagem para turistas que desejassem visitar Berlim Oriental, saindo do setor americano.

Localizado na rua Friedrichstrasse, esquina com a Zimmerstrasse, o Checkpoint Charlie fica mesmo no centro de Berlim, no bairro de Mitte. este posto de fronteira guarda parte da história desta cidade… e apesar da cabine que está lá atualmente não ser original é uma réplica fiel da que está exposta no museu do Checkpoint Charlie, que fica ali perto.

Gendarmenmarkt

A Gendarmenmarkt, é a praça do centro histórico de Berlim que é por muitos considerada a mais bonita da cidade. A verdade é que está rodeada por 3 belíssimos edifícios: a Casa de Concertos (Konzerthaus, em alemão), a Catedral Francesa (Französischer Dom) e a Catedral Alemã (Deutscher Dom) que lhe dão um ar imponente.

Bebelplatz

Mais á frente a Bebelplatz não lhe fica nada a trás, quer pela beleza da sua arquitetura quer pela história que carrega.

Por aqui encontramos a Universidade Humboldt, que foi a primeira universidade de Berlim onde estudaram Karl Marx, Schopenhauer, Albert Einstein e tantos outros génios importantes, e a Catedral de St. Hedwig, primeira igreja católica da Prússia depois da reforma protestante.

Além disso, durante o nazismo, a praça foi palco da queima de muitos livros e artigos que não agradavam ao regime, muito oriundos da biblioteca da universidade, que era a maior biblioteca alemã da época

Hoje encontra-se na praça um memorial subtil, mas muito significativo: é possível ver um vidro no chão com várias prateleiras vazias no subsolo.

Berliner Dom, a Catedral de Berlim

A catedral mais bonita de Berlim fica na ilha dos museus, a Museumsinsel.

Pelo que apuramos é bem mais bonita por fora do que por dentro e sendo a entrada paga optamos por não ir ao seu interior

A sua inconfundível cúpula azulada e o imenso relvado que se estende á sua frente, conhecido por oLustgarten, o jardim da luxúria justificam bem a visita e sendo o verão, é um ótimo lugar para nos juntarmos á população local sentando-nos no chão apreciando todos os edifícios imponentes que a rodeiam.

Esta ilha fluvial conta cinco dos museus de história mais importantes da Alemanha, cada um com uma exposição e com preços diferentes: Neues MuseumPergamonmuseum Alte, NationalgalerieAltes Museum Bode-Museum

A ilha, em si, foi nomeada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e vale a visita, mesmo que não tendo tempo de entrar em nenhuma dos seus museus.

Alexanderplatz 

É nesta famosa praça de Berlim, centro de eventos culturais, com um grande espaço comercial e terminal de transportes públicos que fica a Torre da TV (Berliner Fernsehturm), símbolo da cidade de Berlim.

Esta torre foi construída pelos soviéticos para simbolizar o poder uma vez que pode ser vista de diversos pontos da cidade e é a construção mais alta da Alemanha.

A torre está aberta ao público e lá de cima têm-se as melhores vistas 360 sobre a cidade!

Outro destaque é o relógio solar que fica na praça e tem as horas das principais cidades do mundo.

East Side Gallery 

Nas margens do rio Spree fomos conhecer o segmento mais famoso do Muro de Berlim, que fica um pouco distante do centro, que até agora fomos descrevendo, mas é uma visita imperdível… caminhar com calma ao longo do muro é como caminhar ao longo da história, observando os restos de muro que dividiu não só Berlim, como todo o mundo!

Ao longo de dois quilômetros do que restou do muro, com quase 4 metros de altura, há centenas de graffitis, tornando-o uma das mais fascinantes galerias a céu aberto do mundo, que mistura arte e história. A união perfeita entre a faceta mais artística e criativa da cidade com um dos monumentos à história recente de todo o mundo

Um dos mais famosos graffitis é “o beijo da morte”

Este graffiti retrata o beijo entre o líder soviético Leonid Brezhnev e o presidente da Alemanha Oriental, Erich Honecker. E não, não é “uma piada”…

Trata-se duma imagem baseada em uma fotografia real tirada em 1979 em homenagem ao trigésimo aniversário da República Democrática Alemã – Alemanha Oriental.  Quando o Muro de Berlim caiu, em 1989, o artista soviético Dmitri Vrubel decidiu pintar a imagem no lado leste do Muro. A legenda que está sob a pintura diz: “Deus me ajude a sobreviver a este caso de amor mortal”.

Poderão aqui fazer também um FREE TOUR dedicada exclusivamente ás histórias do muro!

Para complementar esta visita existe o Museu do Muro, que conta, com recurso a vídeos e fotos a sua história, com principal destaque para a sua demolição.

Gedenkstätte Berliner Mauer (Memorial do Muro de Berlim / Berlin Wall Memorial Museum)

Outro local onde se preserva parte do muro fica rua Bernauer Strasse, que marcava os limites entre os bairros Wedding (setor francês) e Mitte (setor soviético).

Além de partes do muro, todo o terreno envolvente está preservado e foi feita uma “continuação” através de barras de metal que representam a mesma altura e na mesma posição do muro.

Trata-se de um memorial com o intuito de lembrar a divisão de Berlim e as pessoas que foram mortas ou morreram ao tentar fugir para o lado ocidental.

Aqui a história do Muro de Berlim é contada não só pelos pedaços do muro que ainda estão de pé mas também por fotos e áudios explicativos que nos levam a conhecer a sua construção, seu desenvolvimento e fatos que lhe estão associados, nomeadamente como o muro alterou a vida das pessoas.

Sabiam que nesta rua as janelas que ficavam em frente ao muro foram fechadas com tijolos, para que os moradores não olhassem o outro lado (lado ocidental)?

Verdade… O muro foi construído na noite de 13 de Agosto de 1961 e com ele a rua passou a ser palco de fugas desesperadas e muitas pessoas foram feridas e até mortas nessas tentativas de fuga para o “ocidente” .

Com o objetivo de acabar com as fugas para o outro lado, a República Democrática Alemã (RDA), ou Alemanha Oriental, exigiu que cimentassem as janelas dos apartamentos que davam para o lado ocidental e os apartamentos acabaram por ser mesmo evacuados sendo os seus moradores obrigados a deixar as suas casas.

Também aqui é visível a “Faixa da Morte”!

Agora, com a cidade reconstruída acaba por se tornar difícil imaginar como era a época do pós-guerra e do muro de Berlim… mas neste memorial foi preservado além do muro “em si”, a faixa de terra, a chamada de faixa da morte que tinha guaritas, arames farpados e iluminações, sendo vigiada 24 sob 24 horas por soldados.

O melhor local para se observar este trecho é a torre de observação do Centro de Documentação.

A Capela da Reconciliação, que também se encontra no memorial, foi inaugurada em 2000, e foi construída no local onde já existia uma igreja com o mesmo nome e que tinha sido demolida em 1985 pelo governo da Alemanha Oriental por estar dentro da faixa da morte.

Cemitério Judaico de Berlim-Mitte (Jüdischer Friedhof Berlin-Mitte)

Deslocamo-nos ainda até este que é um dos mais antigos cemitérios da comunidade judaica de Berlim… o que atualmente se pode ver é uma área coberta de verde, como se fosse um grande jardim pois durante a Segunda Guerra, em 1943, funcionários da SS destruíram o cemitério e os túmulos históricos que havia no local… restam 2!

Nas imediações destaca-se, no entanto, a escultura “judische Opfer des Faschismus de Will Lammert.

Kaiser-Wilhelm Gedächtniskirche, ou Igreja da Memoria

Do lado oposto da cidade há uma igreja que, originalmente, não teria motivos para chamar a atenção… mas sua torre bombardeada durante a Segunda Guerra assim perdura até ao dias de hoje e por isso tornou-se um memorial

Lá dentro, existem maquetes de como era a Igreja antes da guerra e mosaicos que contam a história do Imperador Guilherme, o monarca que deu ordens para que a construíssem. A Igreja está aberta diariamente das 9h às 19h e a entrada é gratuita.

Campo de Concentração de Sachsenhausen 

Tiramos ainda parte de um dia para ir conhecer o campo de concentração que se situa mais perto de Berlim, Sachsenhausen, na fica na cidade de Oranienburg.

A melhor forma de chegar lá é de comboio (o S-Bahn) em direção a última estação da linha S1, chamada Oranienburg Bhf. O percurso demora cerca de 1 hora.  Desse ponto até a entrada do campo de concentração há que percorrer a pé cerca de quilómetro e meio, numa caminhada de cerca 20 minutos.

A visita ao campo de concentração é gratuita. Pode-se, no local alugar um áudio-guia (3 euros) ou participar de um tour guiado que custa 12 euros.

Nós acabamos por optar por uma tour com guia, com saída de Berlim por não ter bem noção de como chegar por conta própria. Aconselhamos esta opção ou a contratação de m guia no local… nada como ouvir os relatos de uma pessoa real, preparada historicamente para contextualizar a visita.

Visitar um campo de concentração não é uma tarefa fácil.

Estávamos conscientes disto mas, nem por isso, preparados para o que fomos ver… e acreditamos que nem sequer foi por ser o primeiro campo de concentração que visitamos… São lugares com uma carga tão negativa que somente razões de natureza didática, para preservar memórias a fim de que a história não se repita, merecem ser visitados e não apagados para todo o sempre!

Apesar de em Sachsenhausen, e ao contrário do que aconteceu por exemplo em Auschwitz, não ter sido construído como um campo de extermínio, a verdade é que aqui muitos judeus e prisioneiros em geral perderam suas vidas devido a diversas práticas cruéis e desumanas.

Este campo, a pouca distância de Berlim, foi construído em 1936 por prisioneiros de outros campos de concentração, tendo sido planeado com o intuído de refletir a imagem do mundo do nacional-socialismo e submeter os prisioneiros ao poder das SS, um espaço de “reabilitação”, onde as pessoas eram levadas para trabalhar.

Daí ostentar a famosa frase “Arbeit macht frei”, “O trabalho liberta” logo á entrada!

Entre 1936 e 1945, mais de 200.000 presos “viveram” nesse campo de concentração. Os primeiros prisioneiros eram adversários políticos do regime nacional-socialista, mas, mais tarde, começaram a ser levados alguns grupos que os nazistas consideravam inferiores tanto racial quanto biologicamente, os judeus, essencialmente, mas também homossexuais, ciganos, presos políticos e até testemunhas de jeová, que se recusavam a alistar para a guerra.

Mas, ao contrário da propaganda feita pelo regime nazista, foram milhares os que faleceram devido às doenças, aos trabalhos forçados, á fome, desnutrição e muitas doenças e outros tantos foram vítimas das técnicas de extermínio massivo empregadas pelas SS.

No início de 1945, a derrota dos nazistas na segunda guerra era iminente. Os oficiais da SS ordenaram a evacuação do campo de concentração e a transferência dos presos numa tentativa de ocultar do mundo todas as barbaridades que ocorriam nos campos de concentração.

Os 65 mil prisioneiros que estavam no local, incluindo cerca de 13 mil mulheres, foram obrigados a marchar em direção noroeste. O estado de saúde e físico de muitos presos impossibilitava-os, porém, de caminhar e muitos foram executados.

O relógio localizado em cima da entrada do campo de concentração marca até hoje o horário em que os prisioneiros foram evacuados.

Poucos foram salvos pelas tropas soviéticas … em abril de 1945 quando o exército vermelho invadiu Sachsenhausen, apenas libertaram cerca de 3.000 presos sobreviventes. Até ali estima-se terem ocorrido no mínimo 30.000 mortes… A dificuldade de ter números mais precisos deve-se ao fato dos nazis terem feito de tudo para esconder suas práticas nos campos de concentração. O número real pode chegar “facilmente” a 50.000 pessoas

Ao contrário do que se possa pensar a história deste campo de concentração não termina aqui…

O local continuou a ser utilizado por mais 5 anos, agora sobre o controle dos soviéticos. Passou a se chamar Campo Especial nº 1, para onde eram levados presos de guerra. Dessa feita os prisioneiros era jovens alemães e oficiais nazis… e durante esse período calcula-se que houveram mais 12.000 pessoas mortas.

Só em 1950 o local foi desativado.

Após este enquadramento histórico melhor se entende a visita que se inicia na Torre A, onde funcionavamas salas administrativas e onde era a entrada do campo de concentração. Aqui “ostenta-se” o já referido famoso slogan: “Arbeit macht frei”.

De seguida fomos em direção aos 2 barracões, dos 60 que existiam na época, que foram recuperados transformados em museus.

Estes barracões estão instalados na zona conhecida como “Campo Pequeno”, onde as SS amontoaram todos os prisioneiros judeus.

Num deles é possível entrar e ver o local onde os prisioneiros viviam e vários artefactos da época. À medida que vamos percorrendo as instalações é inevitável sentir um calafrio ao imaginar as impensáveis tragédias que aconteceram nesse recinto.

No outro está instalada a exposição “A Vida Cotidiana dos Prisioneiros em Sachsenhausen”, onde entramos em contato com histórias pessoais por meio de fotos, áudio, cartas e vídeos. Sem dúvida, é uma exposição emocionante.

Estivemos ainda no edifico que servia de prisão e enfermaria, local onde, para além de encerrar os prisioneiros mais importantes, se torturava e assassinava sem piedade. Não é também nenhum segredo que nestes campos eram realizados milhares de crimes médicos, incluindo esterilizações forçadas, assassinatos de doentes ou perigosas experiencias médicas… Os presos eram mais do que cobaias humanas, forçados a passar por procedimentos só para que pudessem ser avaliados, sabendo que não sobreviveriam. Terrível.

E na antiga cozinha, que no seu andar de baixo, conhecido pelo nome de “Adega das Batatas”, exibe pinturas nas paredes, feitas na época do regime nazi e da época em que campo foi dominado pelo regime soviético. E foi aqui que ficamos a saber que a alimentação dos prisioneiros era horrível e, quanto mais presos chegavam, menos comida cada um tinha direito. Informações no local dizem que os presos chegaram a comer apenas 200 gramas de pão por dia, tendo a possibilidade de tomar uma sopa por semana.

Acabamos a visita na Estação Z, que tal como indica o nome era conhecida como a última estação da vida dos prisioneiros… um dos lugares mais tristes do campo de concentração. Passamos pela vala de execução, pelas fundações das câmaras de gás, cemitério das vítimas do campo e pelo crematório, enormes fornos onde os corpos eram queimados para garantir a ocultação das provas desse genocídio. Não é fácil digerir!

Ao longo de todo o percurso que fomos fazendo dentro do campo de concentração, algo “omnipresente” foi chamando a nossa atenção:  as cercas elétricas que o rodeiam!

E esta imagem ainda ficou com mais força gravada na nossa memória ao ser-nos relatado que devido aos constantes maus tratos e abusos cometidos contra os judeus e demais presos, muitos chegavam a se suicidar por não aguentar mais viver sob aquelas condições… e as cercas elétricas costumavam ser uma alternativa para quem recorria a essa medida desesperada.


GUIA PRÁTICO

Como chegar?

O aeroporto de Berlim, chamado de Berlim-Brandemburgo “Willy Brandt”. É o principal aeroporto da capital alemã e fica a 18km do centro, em Schönefeld. Este novo aeroporto, substitui o antigo Aeroporto de Berlim-Tegel (que encerrou as atividades em 2020).

Fazemos sempre a pesquisa dos voos no Skyscanner pois assim ficamos com uma visão global dos preços praticados pelas diversas companhias aéreas e dos horários disponíveis. Tem sido um motor de busca essencial! É só escolher a opção que mais nos convém e somos redirecionados para as várias hipóteses de reserva… DICA: APÓS FEITA A ESCOLHA ir ao site da PRÓPRIA COMPANHIA AÉREA… mesmo que o skyscnaner mostre opções mais baratas… é, de certeza, a mais segura a reserva na própria companhia e mais fácil a comunicação direta quando surgem contratempos!

Sendo as passagens aéreas a parte mais cara da maioria das viagens, dedicamos um artigo apenas a explicar como funciona o Skyscanner e com dicas de como comprar voos baratos.

Se viajarem pela TAP, Vueling e Ibéria podem usar os nossos links! Como são nossos afiliados temos muitas vezes promoções!

Há agora que chegar ao alojamento! Para isso, deixamos aqui alguns meios para sair do aeroporto:

COMBOIO – RE7 ou RB14 – ambos passam no centro da cidade. O bilhete custa 3,10€ para ambas as linhas, servindo as zonas A, B e C do aeroporto

TAXI – A praça de taxis ficam fora do terminal A e o preço oscila á volta de 45€

TRANSFER /SHUTTLE-  As vantagens são várias: hora marcada com o motorista, segurança na hora de ter um transporte privado e conforto para quem viaja com muita bagagem.

ALUGUER DE CARRO – Uma opção de mobilidade na cidade e arredores

Nós aconselhamos a busca através da RENTCARS ou da RENTALCARS que automaticamente selecionam entre as rent-a-car os melhores preços no destino

Quando viajar?

O clima de Berlim é continental, caracterizado por seus invernos muito frios e verões quentes. A temperatura média anual da cidade é de 12ºC. 

Geralmente, junho, julho e agosto são os meses mais quentes. Durante o verão em Berlim, a temperatura média é de 24ºC, chegando a alcançar máximas de 30ºC. 

Os meses mais frios do ano costumam ser dezembro, janeiro e fevereiro, com temperaturas mínimas que facilmente ficam abaixo dos 0ºC. Os meses invernais costumam ser bastante secos, mas contam com uma probabilidade alta de neve.

Os melhores meses são os que vão de maio a setembro, que é quando as temperaturas são mais suaves e agradáveis.  Caso optem pelo verão tenham em atenção que, embora a cidade esteja perfeitamente adaptada ao frio, nos dias de calor pode ser um pouco sufocante. Nem os museus, nem o transporte e nem os restaurantes têm ar-condicionado. 

Onde ficar?

Na pesquisa de alojamentos em Berlim é preciso ter em mente que o ideal é evitar as regiões distantes do Centro. Apesar de serem mais baratas, essas regiões mais afastadas acabam não fazendo valer o valor economizado, pois deixam-nos longe dos principais pontos turísticos, perdendo um tempo precioso com as deslocações.

Na nossa estadia ficamos num hotel que implicou sempre o uso do metro para as principais atrações, mas a curta distância e portanto sem nos fazer perder muito tempo.

A zona era muito tranquila e o hotel excelente. Fica aqui o link:

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Temos reservado através desta plataforma por todo o mundo e não podemos estar mais satisfeitos. NUNCA tivemos qualquer tipo de problema. Por isso, independentemente do tipo de alojamento que escolherem para a vossa estadia recomendamos que reservem aqui sem receios.

Vamos indicar as nossas escolhas e algumas alternativas “para todos os gostos” baseadas na nossa pesquisa mas fica aqui deste já o link genérico para outras opções.

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Como viajar seguro?

Este não é um conselho! É mesmo um “investimento” que consideramos OBRIGATÓRIO…

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Viajar é a nossa paixão, um momento muito esperado e planeado e por isso, nada melhor do que embarcar tranquilo! Assim, fazer um seguro viagem dá-nos a segurança de que caso algum imprevisto aconteça, como o extravio de alguma mala ou mesmo a necessidade de assistência médica, não teremos que nos preocupar com dinheiro e burocracia.

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Todos os textos são da autoria de Olga Samões e todas as fotografias deste blog são da autoria de José Carlos Lacerda, exceto onde devidamente identificado. Proibida a reprodução de quaisquer textos e/ou imagens sem autorização prévia dos autores

Este artigo poderá conter links de afiliados. O que são ?  

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