Marrocos, 12ª e 13ª Etapas – Casablanca / Rabat / Asilah / Tarifa / Évora… e regresso a casa!

Rabat

Deixamos Casablanca em direção a Rabat, a capital de Marrocos desde 1956, situada no noroeste do país, na Costa Atlântica, na margem esquerda da foz do rio Bouregreg.

A sua arquitetura é colonial e as largas avenidas com palmeiras mostram-nos uma cidade pouco atrativa turisticamente. Procuramos ir conhecer a sua Medina por ser normalmente este o local mais interessante nas cidades marroquinas mas uma vez lá dentro deparamo-nos com um espaço muito pobre em face daquilo que já tínhamos conhecido!

De Rabat levamos, no entanto, uma boa recordação: enquanto atravessávamos a cidade começamos a ouvir das suas inúmeras mesquitas o “chamado para a oração”, o “dhan”, pronunciado em um tom melodioso pelo “muazzin” do alto dos diversos minaretes. No islamismo existem orações obrigatórias (“Salat”) que são praticadas cinco vezes ao dia. Essas cinco orações diárias contêm versículos do Alcorão que são recitados em árabe e são praticadas na alvorada, ao meio dia, no meio da tarde, ao crepúsculo e à noite. Assim, elas vão determinando o ritmo de todo o dia.

Os locais do culto são os menos esperados… bombas de gasolina, meio da rua… onde calhar!!!!

Enquanto estivemos em Marrocos ouvimos várias vezes este chamado… É algo “místico” e que impressiona no efeito que produz nas pessoas que ao seu som caminham em direção à mesquita para a oração deixando as ruas vazias! Sem dúvida um ritual muito bonito.

Em Rabat, talvez porque aqui a população excede largamente a capacidade das pequenas mesquitas da cidade, tivemos oportunidade de nos misturar entre os fieis enquanto rezavam, alheios à nossa presença, durante o nosso passeio pelas ruas da Medina.

Apesar de capital onde esperaríamos encontrar um pouco mais de “abertura” também em Rabat foi extremamente difícil encontrar em funcionamento um restaurante para almoçar. Tivemos mesmo que recorrer a uma cadeia internacional de fast food existente num centro comercial já á saída da cidade para pudermos matar a fome e assim irmos mais “compostos” até Asilah, onde iríamos pernoitar.


Asilah

Chegamos a Asilah, na costa noroeste de Marrocos, situada cerca de quarenta e cinco quilómetros a sul de Tânger a meio da tarde, com tempo suficiente para conhecer esta cidade que no passado foi portuguesa, conquistada em 1471 durante o reinado de Afonso V e que nos dias de hoje é um destino a não perder.

Protegida pelas muralhas que a defenderam durante tantos anos, é extremamente pitoresca, com casas brancas de portas e janelas de um azul e verde maravilhosos. Três portas monumentais levam a uma discreta passagem que conduz até à medina.

Um passeio pelas ruas desta medina é simplesmente fascinante, especialmente quando surge a vista para o mar. Muito limpa e calma, sem a pressão constante dos vendedores a querem impingir tudo quanto podem aos turistas, foi extremamente relaxante “perdermo-nos” nas suas ruas estreitas, encantados com cada recanto, ora com pinturas nos muros de artistas locais, ora simplesmente com uma entrada florida para as suas casas.

Ficamos num acolhedor hotel ainda a uma distância do centro muralhado mas a uma razoável distância para uma boa caminhada a pé…

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Outras opções de alojamento:

Booking.com

Acabada a boa vida lá tivemos que fazer pela décima segunda vez as malas (sim, porque apesar desta ser a 13ª etapa, na 9ª não trocamos de hotel…!) e começar a “subir”… estávamos já na nossa reta final pelo que nesse dia já dormiríamos em terras lusas após atravessarmos de novo o estreito de Gibraltar e toda a Espanha, rumo a Évora.

Levantamo-nos cedo para chegar a Tânger e podermos apanhar o Ferry das 11 horas tendo antes passar por todo o stress da Alfândega. Mais uma vez, livres de revistas á bagagem e sem grandes complicações, vimos o nosso passaporte de saída carimbado pelas autoridades locais, não sem antes sermos brindados pela já habitual “caça” ao dinheiro dos estrangeiros pelos funcionários alfandegários que queríamos que por lá deixássemos os dirahms que “tinham sobrado”!

Quando aportamos em Tarifa não conseguimos deixar de exclamar “De volta à Europa! De Volta à civilização!” mas em tom de brincadeira, claro!

A aventura que esta viagem nos proporcionou, a quantidade de experiências únicas que vivemos, o contacto com uma nova cultura e civilização completamente diferentes fez com que tudo tivesse valido a pena!

Aguardava-nos agora ainda cerca de quinhentos e trinta quilómetros até Évora, que ainda foram mais porque “complicados” pelo GPS que teimava a mandar-nos entrar em Portugal por locais estranhos e que nos fizeram várias vezes ter que voltar para trás pelo que só ao final da tarde chegamos a estada bonita cidade no coração do Alentejo já os nossos corpos acusavam o cansaço e já só pediam boa mesa e essencialmente boa cama! Jantamos então no seu centro histórico num dos seus típicos restaurantes apreciando e degustando os requintados paladares da sua cozinha tradicional, deixando para o dia seguinte uma visita à cidade.


Évora

Ficamos alojados no Évora Hotel, mas acabamos por usufruir pouco das suas belas instalações, quer porque no dia que chegamos o cansaço foi mais forte, quer porque no dia seguinte partimos cedo.

Fizemos logo manhã uma visita relâmpago a Évora apenas para matar a curiosidade sobre o nosso desconhecido “Templo de Diana”… Ficamos com a sensação que esta cidade esconde o encanto próprio das cidades antigas e que não faltariam motivos para a conhecer, descobrindo-a e explorando-a de forma mais pormenorizada.

Ficou o desejo de lá voltar mas as saudades, de todos os que tínhamos deixado “para trás” nestas férias, já “apertavam” e impeliam-nos para a estrada e assim, sem mais demoras, rumamos a nossa CASA, de onde tínhamos saído há precisamente 17 dias… 

4471 Quilómetros percorridos

2300 Metros de altitude máxima

42,5 Graus de temperatura máxima registada em andamento

18 Localidades visitadas

17 Dias de viagem

12 Hotéis e 1 tenda no deserto

12 Graus temperatura mínima registada em andamento

3 Países

2 Continentes

2 Pessoas

1 Mota – a verdadeira heroína da “história”!

Não nos cansamos de repetir…….

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Todos os textos são da autoria de Olga Samões e todas as fotografias deste blogue são da autoria de José Carlos Lacerda, exceto onde devidamente identificado. Proibida a reprodução de quaisquer textos e/ou imagens sem autorização prévia dos autores

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