Bilbao – “A cidade do Guggenheim”

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Bilbao deve sua fama turística ao Museu Guggenheim, mas, acreditem, esta cidade da comunidade autónoma do País Basco tem muito mais para oferecer!

HISTÓRIA

Na década de 1990 o movimento separatista do País Basco, ETA, causou sangrentos ataques terroristas por toda Espanha e condenou esta região autónoma espanhola a uma recessão económica.

Para contrariar tais acontecimentos foi lançado um plano de revitalização da região que incluiu a construção do Centro de Conferência de Santiago Calatrava, a Performing Arts e a estação ferroviária Federico Soriano.

Mas foi só em 1997 com a conclusão do Museu Guggenheim, na área ribeirinha do rio Nervión, que tudo começou a mudar… Logo no primeiro ano foram mais de 1,3 milhões de pessoas que o visitaram e com ele Bilbao passou a ser ter dos 3 museus mais visitados em Espanha.

O QUE FAZER UM BILBAO

O que, curiosamente, dá Bilbao um caráter único é a combinação do vanguardista com a traça tradicional de seu centro antigo, cheio de encantadoras ruas e bares com os balcões repletos de pintxos.

Por isso vamos dividir este “roteiro” entre estes dois contrastres: O “Casco Viejo” e o “Museu Guggenheim”

CASCO VIEJO

O Casco Viejo de Bilbao é o centro histórico da cidade, organizado ao redor das 7 calles, 7 ruas paralelas entre a catedral e o rio. A maioria das ruas do Casco Viejo são exclusivamente para pedestres… percorrê-las sem rumo é uma autêntica delícia!

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Casco Viejo é também um ótimo lugar para experimentar a culinária local.

Entre os destaques do bairro, a Catedral de Santiago (Google Maps), o Mercado de la Ribera (Google Maps) e a Plaza Nueva (Google Maps).

Catedral de Santiago : Começamos pelo edifício mais antigo de Bilbao: A atual igreja gótica foi edificada sobre uma antiga ermida que data da época das peregrinações jacobeas.

Plaza Nueva: Apesar do nome esta praça, atualmente um dos epicentros do casco viejo de Bilbao foi construída nos meados do século XIX! Está cercada por dezenas de arcadas, que lhe conferem uma graciosidade de uma plaza mayor espanhola, repleta , de pequenos bares com esplanadas! Foi aqui que jantamos um sortido de pintxos – pois claro – acompanhados pela tradicional sangria no “Café de Bilbao”.

Mercado de la Ribera: O piso superior alberga a função original do mercado, sendo destinado à compra de peixe e marisco, carne, enchidos e fruta. O primeiro piso, ao invés, é uma espécie de polo gastronómico dedicado aos pintxos, iguaria omnipresente na gastronomia basca.

MUSEU GUGGENHEIM DE BILBAO

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PRÉDIO DO MUSEU GUGGENHEIM DE BILBAO

O prédio o Museu Guggenheim de Bilbao, projeto do arquiteto canadense naturalizado norte-americano Frank O. Gehry, é sem dúvida um dos seus pontos fortes. Uma obra impressionante, que nos prende o olhar!

Coberto por superfícies de titânio curvadas alternadas com paredes de vidro, além de dar sensação de movimento, tem o dom de não deixar ninguém indiferente… Há quem diga que faz lembrar escamas de peixe, há quem encontre semelhanças numa flor cheia de curvas, visto do rio também poderemos imaginar um barco a flutuar na água, á deriva na lagoa que banha as sua paredes externas…é diferente, um pouco “caótico”, inconfundível, único no mundo!

Ao redor do Museu Guggenheim de Bilbao existem algumas obras fixas que merecem a nossa atenção:

O Puppy, uma escultura de 13 metros feita de flores em formato de cachorro criada pelo escultor Jeff Koons, que simpaticamente se encontra sentado na praça parecendo fazer de “cão de guarda” do museu.

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As “Tulipas”, também de autoria de Jeff Koons.

A Mamá (Maman), uma enorme “viúva negra” de quase 9 metros de altura, criada por Louise Bourgeois, que guarda de forma protetora uma bolsa cheia de ovos no seu abdómen! Surpreendentemente equilibradas nas suas finas e altas patas, esta aranha gigante em vez de pavor e medo, transmite uma vulnerabilidade quase comovente. Aliás as aranhas, são para Bourgeois como que uma homenagem a sua mãe, que era tecelã e são um manifesto da duplicidade que a natureza e a maternidade ocupam nas suas obras.

E a “Escultura de Névoa” de Fujiko Nakaya, feita de ar “visível” que se materializa e dissipa ao longo do dia e que nunca é igual porque as condições climatérias a moldam ao sabor da brisa e dos raios de sol que nela penetram.

INTERIOR DO MUSEU GUGGENHEIM DE BILBAO

No interior do Museu Guggenheim de Bilbao o foco principal é a arte contemporânea do século XX, destacando-se a Pop Art, o Minimalismo, arte conceitual e o expressionismo abstrato.

É a partir do átrio que se multiplicam as salas de exposição, é ao átrio que se retorna para ir para a próxima galeria. Podemos dizer que o átrio é o verdadeiro coração do Museu, amplo e inundado de luz pela claraboia que o cobre.

Os três níveis do edifício também são organizados em torno do átrio sendo conectados por passagens curvas, elevadores de titânio e vidro, escadas e uma teia de passadiços e varandas que o cruzam.

EXPOSIÇÕES

Entre as inúmeras exposições temporárias, muitas delas temáticas, é rainha a exposição permanente, instalada em 2005, The Matter of Time.

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Uma série de oito esculturas em aço, da autoria de Richard Serra, ocupam uma sala com 130 metros de comprimento.

Ninguém diria que têm mais de mil toneladas… as suas formas onduladas, retorcidas, aparentemente facilmente “dobradas” e como estão equilibradas em apenas algumas arestas criam a ilusão de instabilidade parecem desprovidas de peso.

Há um círculo gigante, que não chega a “fechar” e assim atrai o visitante para o seu interior a fim de explorar o seu espaço negativo;

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As três fitas sinuosas de aço alinhadas de forma quase paralela criam mais dois grandes tuneis ondulantes… a “Snake”! E aqui podemos experimentar o seguinte fenómeno: duas pessoas posicionadas em cada uma das extremidades podem sussurrar e ouvir-se perfeitamente como se estivesses “cara a cara”.

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E ao fundo a “Espital retrocida” cujas altas paredes formam um autêntico desfiladeiro que vai curvando no sentido dos ponteiros do relógio e de forma cada vez mais estreita até acabar abruptamente num espaço amplo!

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Não há sensação de claustrofobia que aguente!!!!

Trata-se de peças aparentemente fragmentárias, que nem parecem “combinar”, dispostas de forma aleatória e que não convidam a um percurso predeterminado… se calhar é esse o objetivo, a que sejam exploradas á maneira de cada um!

Ainda ao nível do rés do chão, Like Beauty in Flames – “Instalação para Bilbao” de Jenny Holzer tem no Museu Guggenheim de Bilbao, uma versão AR dos painéis de LED exclusivos que deslizam pelo Atrium! Aqui, numa sala escura, estreitos tapetes rolantes emergem de nove ranhuras do chão desaparecendo em outras tantas ranhuras no teto apresentando mensagens iluminadas em Led com o objetivo de colocar a palavra no espaço público para estimular a reflexão e a contemplação.

Bilbao y la Pintura é uma exposição contém a história visual da cidade Bilbao no século XIX e que também pode ser visitada neste andar.

No primeiro piso “brilha” Los Locos Años Veinte, uma exposição dedicada á década de 1920 vista como uma década de progresso e também uma de reação! A catastrófica Guerra Mundial – seguida por uma pandemia com a qual a atual crise do coronavírus tem paralelos impressionantes – despertou o desejo de viver das pessoas. Em nenhuma outra época do século 20 o desejo de mudança foi tão intenso. Ao contrário de muitas outras exposições dedicadas à década de 1920, esta mostra integra movimentos como a Bauhaus, o dadaísmo ou a Nova Objetividade e ícones de disciplinas como design e arquitetura em um diálogo que revela a diversidade formal que caracterizou aquele momento transformador.

No piso 3 destacamos “La línea del ingenio” que apresenta um conjunto de obras pertencentes a diferentes estilos e movimentos, cujos temas são abordados recorrendo especificamente ao perspicaz, ao experimental e às diferentes práticas artísticas. Em diálogo entre si, as obras oferecem a possibilidade de apreciar as decisões-chave dos seus autores na escolha dos seus materiais e técnicas, como reflexo das suas diversas metodologias artísticas e processos individuais.

Esta foi uma viagem diferente…

Foi a forma como decidi festejar os meus 50 anos!

Quem me conhece sabe que sempre detestei fazer anos… nem é por envelhecer mas porque neste dia a noção de que não é “só mais um” mas sim “menos um” fica mais real! E há TANTO mundo por conhecer…

Solução: aproveitar ao máximo cada dia, cada hora, cada segundo. Assim, no marco do MEIO SÉCULO decidi que a melhor forma de festejar era estar rodeada de quem mais amo, a fazer o que mais gosto: VIAJAR 🌍🌎🌏

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GUIA PRÁTICO

Como chegar?

A melhor forma de ir para Bilbao é voar para o Aeroporto de Bilbao, também conhecido como La Paloma, chegando assim á cidade de Loiu, a cerca de 2 km da cidade com ótimos acessos ao centro.

Fazemos sempre a pesquisa dos voos no Skyscanner pois assim ficamos com uma visão global dos preços praticados pelas diversas companhias aéreas e dos horários disponíveis. Tem sido um motor de busca essencial! É só escolher a opção que mais nos convém e somos redirecionados para as várias hipóteses de reserva… DICA: APÓS FEITA A ESCOLHA ir ao site da PRÓPRIA COMPANHIA AÉREA… mesmo que o skyscnaner mostre opções mais baratas… é, de certeza, a mais segura a reserva na própria companhia e mais fácil a comunicação direta quando surgem contratempos!

Sendo as passagens aéreas a parte mais cara da maioria das viagens, dedicamos um artigo apenas a explicar como funciona o Skyscanner e com dicas de como comprar voos baratos.

Há agora que chegar ao hotel! Para isso, deixamos aqui alguns meios para sair do aeroporto ou do porto Athinios:

  • Táxi: ou Uber varia, em média, de € 20 a € 30 e leva cerca de 15 minutos.
  • Autocarro: É a opção mais prática e económica. O autocarro Bizkaibus número 3247, cuja paragem está localizada à saída do hall das chegadas, tem o preço de 1,45€ e é comprado a bordo no motorista. A frequência é de 30 minutos nos dois sentidos. O serviço funciona das 6h15 às 23h15 (sentido aeroporto / centro) e das 5h25 às 21h55 (sentido centro / aeroporto). A viagem entre o aeroporto e o centro demora aproximadamente 20 minutos com paragens na Alameda Recalde 11, Plaza Moyua, Gran Vía 79, e o terminal de autocarros. Existe ainda um serviço de autocarro entre o aeroporto e San Sebastian (Plaza Pio XII) com paragem em Zarautz. O bilhete custa 16,85€. Os autocarros funcionam de segunda a sexta-feira com uma frequência de 60 minutos.
  • Transfer agendado: sobretudo em alta temporada, quando o movimento e as filas são grandes, uma alternativa é combinar com o hotel ou empresa especializada; apesar de mais caro, pode economizar tempo
  • Carro alugado: No aeroporto ou previamente online com levantamento no hall das chegadas, é possível alugar carro, cujo valor pode ser consultado em baixo – com a vantagem de ter como se deslocar depois pela cidade e arredores!

Quando viajar?

A cidade de Bilbao, localizada no noroeste de Espanha, tem um clima oceânico com temperaturas moderadas nas diferentes estações do ano.
O mês mais quente é agosto com uma temperatura média de 21ºC e janeiro é o mês mais frio com valores médios de 9ºC. As temperaturas mínimas médias no Verão não baixam dos 13ºC e nos meses de Inverno rondam os 5ºC / 6ºC.

A cidade de Bilbau pode ser visitada o ano inteiro. No entanto, se quiser evitar a época mais chuvosa, opte por viajar na Primavera e no Verão, em especial de abrill a setembro.

Se viajar nos meses de julho e agosto é aconselhável fazer a reserva do hotel com algumas semanas de antecedência para garantir os melhores preços.

Onde ficar?

A nossa escolha número 1 é utilizar o Booking.com.

Temos reservado através desta plataforma por todo o mundo e não podemos estar mais satisfeitos. NUNCA tivemos qualquer tipo de problema. Por isso, independentemente do tipo de alojamento que escolherem para a vossa estadia recomendamos que reservem aqui sem receios.

Vamos indicar as nossas escolhas e algumas alternativas “para todos os gostos” baseadas na nossa pesquisa mas fica aqui deste já o link genérico para outras opções.

Booking.com

A nossa primeira escolha foi o Hotel Lopez de Haro, mas após termos feita a reserva recebemos um email a informar que por motivos de ordem técnica teríamos que ser transferidos para o Hotel Ercilla de Bilbao.

A alteração fez com que ficássemos um pouco mais deslocados, quer do Museu Guggenheim, quer do Casco Viejo mas mesmo assim foi possível fazer tudo a pé, demorando cerca de 15 minutos sempre por caminhos planos. Gostamos do hotel quer a nível de quartos, quer a nível de roof bar e pequeno almoço.

Em alternativa ao “típico” Hotel, poderão alugar um alojamento para férias e assim tirar partido de comodidades que um hotel não oferece, como cozinhas para preparar refeições, espaços de lazer privados e muito mais. Se essa for a vossa opção então na Vrbo, poderão sempre encontrar uma casa de férias para alugar à vossa medida, seja qual for o vosso orçamento ou destino de viagem, e usufruir de pagamentos seguros, apoio permanente e um processo de reserva simplificado

Como viajar seguro?

Este não é um conselho! É mesmo um “investimento” que consideramos OBRIGATÓRIO…

Nunca se esqueçam de fazer o seu SEGURO DE VIAGEM… Nós fazemos sempre!

Viajar é a nossa paixão, um momento muito esperado e planeado e por isso, nada melhor do que embarcar tranquilo! Assim, fazer um seguro viagem dá-nos a segurança de que caso algum imprevisto aconteça, como o extravio de alguma mala ou mesmo a necessidade de assistência médica, não teremos que nos preocupar com dinheiro e burocracia.

E neste caso concreto, com um vulcão em plena atividade por perto, nem pensamos 2 vezes!!!!!

Fazemos sempre comparação de preços/condições da apólice nestas duas companhias de seguros especializadas em seguros de viagem, em função do destino pretendido. Façam como nós e escolham o melhor seguro de viagem…

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