Viagens na Nossa Terra #04

Num dia que amanheceu chuvoso, deixamos a tranquilidade do Hotel Torre de Gomariz onde pudemos ontem aproveitar um final de tarde junto à piscina rodeados de vinha e do chilrear dos passarinhos e de um jantar gourmet delicioso, para percorrer a rota dos espigueiros do Parque Nacional da Peneda-Gerês…

As eiras comunitárias no Minho são um traço cultural da vivência comunal local e assim em cada recanto podemos aprecia este “celeiros” típicos onde se armazena o milho.

Em Lindoso, quase na fronteira com Espanha, um conjunto de 64 espigueiros concentram-se em volta de uma única eira o que, juntamente com o seu castelo altaneiro e uma sublime vista sobre o rio Lima, tornam está aldeia um conjunto digno de visita.

Não muito longe, Soajo também nos presenteia com 24 espigueiros, sempre coroados com uma cruz no alto, como pedidos de proteção divina, sinal evidente da sacralização destes armazéns cruciais para a vida.

As “rodas” na base servem para evitar que os roedores estraguem o sustento das famílias, para muitas delas o único meio de sobrevivência.

Percorremos depois a pedonal aldeia de Soajo e tivemos a sensação ter parado no tempo. As ruas empedradas, as casas de maciços blocos de granito, o emaranhado de ruelas muito estreitas, a igreja matriz e o pelourinho, tudo em volta do Largo do Eiró torna esta aldeia única.

Sem o calor que costuma caracterizar estas paragens na primavera, a descida íngreme até ao Poço Negro, junto ao rio, não convidou a banhos e mergulhos e apenas apreciamos a beleza da paisagem do cimo da estrada.

Aproximava-se a hora de almoço e a proximidade com Ponte de Lima, conhecida pela excelente qualidade gastronómica sobretudo no que toca ao arroz de sarrabulho, fez-nos deixar o Gerês e rumar a esta cidade minhota.

Um breve passeio junto à ponte medieval nas margens do Lima e no seu centro histórico, com o sol finalmente a dar um ar da sua graça, fez com que nos encantássemos com está cidade.

Destacamos o Monumento Memórias do Campo que presta homenagem aos camponeses das lavradas, sementeiras e ceifas das gentes limianas e as estátuas de soldados romanos que contam a lenda segundo a qual estes se recusaram a atravessar o rio Lima pois, beleza do lugar, fê-los pensar que estavam junto ao rio do Esquecimento, o rio Lethes, que fazia perder a memória daqueles que bebessem das suas águas ou que o atravessassem.

Antes de regressar a casa voltamos a “tocar” a fronteira com Espanha, agora junto ao rio Minho… o Miradouro do Espírito Santo, também conhecido como “Portas do Céu” oferece uma vista privilegiada com que fechamos mais uma viagem pela nossa terra!

Rating: 5 out of 5.

Todos os textos são da autoria de Olga Samões e todas as fotografias deste blog são da autoria de José Carlos Lacerda, exceto onde devidamente identificado. Proibida a reprodução de quaisquer textos e/ou imagens sem autorização prévia dos autores

Este artigo poderá conter links de afiliados. O que são ?  

Ao fazerem reservas pelos links do nosso blogue NÃO vão pagar MAIS por isso e nós ganhamos uma pequena comissão dada pela entidade pela publicidade que lhe fazemos.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s