Viagens na Nossa Terra #03

Segundo a tradição, que foi em S. Torcato que teve início, em 24 de Junho de 1128, a Batalha de S. Mamede, na qual D. Afonso Henriques conquistou a chefia do Condado Portucalense e iniciou o processo político da independência de Portugal, vencendo sua mãe, Dona Teresa e afastando assim a tentativa de hegemonia galega.

Campo da Ataca

Hoje, dia 10 de junho, dia de Portugal foi por aqui, no denominado “Campo da Ataca” que simbolicamente iniciamos mais uma viagem na nossa terra…

Um conjunto de sete estátuas com cerca de cinco metros foram erguidas no local. Este monumento intitulado “Afonsinhos”,  convida-nos a elevar o olhar, para onde descansam os nossos grandiosos guerreiros pisando solo sagrado da nossa nação.

Homenagem feita, rumamos ao ex libris da cidade berço, o Castelo de Guimarães.

Foi aqui que viveram o Conde Dom Henrique e Dª. Teresa de Leão e terá sido provavelmente aqui que nasceu Dom Afonso Henriques. Mais uma visita histórica que nos leva de regresso ás aulas da primária!

Nas imediações a célebre estátua de Dom Afonso Henriques, o nosso primeiro rei e fundador de Portugal, encara a célebre Rua de Santa Maria, uma das primeiras ruas abertas em Guimarães e que nos levou rumo ao centro.

Á medida que descíamos muito foram os testemunhos arquitetónicos do seu passado com destaque para a Casa do Arco.

A praça de São Tiago e o Largo da Oliveira, separados pelo “Domus Municipalis”, antigo edifício da câmara municipal presenteia-nos com a Igreja de Nossa Senhora da Oliveira e com o Padrão do Salado.

Daí seguimos para o Largo do Toural que a sudeste ostenta nas torres da antiga muralha as palavras “Aqui nasceu Portugal”… e com estas três palavras sentimos de novo o peso do glorioso passado histórico de Guimarães!

No centro desta praça encontra-se uma atração “escondida”… desenhos aparentemente sem ligação preenchem os passeios. A visão aérea desvenda o mistério… vistos de cima são nada mais nada menos que um mapa, o mapa do centro histórico.

Saindo do centro, a cerca de 14 km de Guimarães, a Citânia de Briteiros é um conjunto de ruínas duma aldeia de castros com mais de 2000 anos, uma breve passagem pela Idade do Ferro.

A tarde foi dedicada à capital de distrito, Braga conhecida como “cidade dos arcebispos”.

Fundada pelos romanos há mais de 2000 anos com o nome Bracara Augusta, é das mais antigas cidades portuguesas e uma das cidades cristãs mais antigas do mundo.

Assim são inúmeras as igrejas com que nos cruzamos no breve percurso que fizemos pelo centro.

Destacamos a Igreja de São Marcos pelo seu belo enquadramento exterior e um interior muito bonito e a Sé, a mais antiga catedral de Portugal que remonta ao século XI.

Por entre praças imponentes e largos históricos chegamos ao arco da Porta Nova que liga a cidade medieval ao exterior das muralhas para assim deixar o dentro histórico.

Uma breve passagem pelo Santuário do Bom Jesus do Monte, também conhecido como Bom Jesus de Braga para apreciar o escadório que nos fez lembrar o Santuário da Nossa Senhora dos Remédios em Lamego que visitamos no fim de semana passado.

Um funicular segue um caminho paralelo até ao santuário sendo conhecido por ter sido o primeiro construído na Península Ibérica (1882) e é hoje o mais antigo no mundo em funcionamento a utilizar o sistema de contrapeso de água.

No Bom Jesus bonitos jardins, grutas, fontes, miradouros e um lago completam um quadro onde a arte e a natureza convivem em perfeita harmonia e que fazem deste sítio um espaço sagrado e de repouso.

E num dia dedicado ao nosso país Barcelos era um destino inevitável uma vez que famosa “Lenda do Galo” acabou por se tornar num ícone do nosso país.

Segundo esta lenda, um peregrino que estava de passagem pela cidade rumo a Santiago de Compostela foi acusado de roubo e condenado à forca apesar de reclamar a sua inocência. Indignado disse ao juiz que se que se ele estivesse a falar verdade e fosse inocente, ao jantar o galo assado na mesa iria levantar-se e cantar.

“É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem”

Dito e feito. Quando o juiz estava prestes a comer seu jantar, o galo, que já estava assado no prato, levantou-se e cantou!

Visitar Barcelos não é “óbvio” e pode gerar expectativas frustradas. Mas mesmo sem a monumentalidade de outras cidades por aqui há histórias, lendas e um charme peculiar, típico de uma cidade minhota.

Rating: 5 out of 5.

Todos os textos são da autoria de Olga Samões e todas as fotografias deste blog são da autoria de José Carlos Lacerda, exceto onde devidamente identificado. Proibida a reprodução de quaisquer textos e/ou imagens sem autorização prévia dos autores

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