Viagens na Nossa Terra #01

Entre a Serra de Santa Justa e a Serra de Pias, banhada pelo Rio Ferreira é difícil acreditar que estamos a poucos minutos da cidade do Porto…

Com a particularidade de ser um dos povoados mais pequenos do país, talvez uma dúzia de habitantes, a Aldeia de Couce é uma rua!

Nesta aldeia típica, toda em pedra, percorremos o seu caminho principal deixando-nos guiar pelo cantar dos galos e pela paz daquele lugar.

Tantas vezes passamos ao lado do concelho de Penafiel ignorando o seu património arqueológico e as suas aldeias preservadas… mas nestas viagens pela nossa terra, que hoje iniciamos, decidimos dar-lhe a merecida atenção.

Talvez por “sermos da cidade” achamos fascinantes as aldeias típicas… e conhecê-las é um incentivos que nos está a fazer percorrer o nosso país!

Depois de Couce, chegamos a outra lindíssima aldeia típica, Quintadona, muito bem preservada, cujas construções utilizam xisto, granito e lousa, estando harmoniosamente enquadradas num local com uma enorme beleza natural.

O largo onde se encontra o cruzeiro, a capela com mais de 200 anos, os lavadouros tradicionais e os espigueiros vão “pousando” para a fotografia e fazem-nos ter pena de estarmos apenas de passagem e não pudermos usufruir do Winebar Casa da Viúva ou passar a noite na Casa Valxisto. O futuro do turismo passa por aqui.

Continuando no concelho de Penafiel chegamos á freguesia de Capela onde, inserido na paisagem rural, encontramos o Museu da Broa.

Composto por moinhos recuperados somos transportado até ao tempo em que estes constituíam um importante factor de sobrevivência e ao som da melodia da água por entre as pedras do riacho ali ao lado.

Fomos depois ao encontro da história… regressamos à época romana, ao século I d.C. com a visita ao Castro de Monte Mozinho na freguesia de Oldrões, também conhecido por Cidade Morta de Penafiel.

A perspectiva aérea deste que é um dos grandes tesouros arqueológicos do País, é que nos trouxe até cá…

Para os fãs da Guerra das Estrelas não podemos deixar de salientar a semelhança do local à nave de Han Solo, a famosa Millenium Falcon.

Atravessamos o rio… mudamos de margem e de concelho para chegar ás chamadas “Montanhas Mágicas” do Município de Castelo de Paiva.

E, como que nelas encaixadas, há duas aldeias de paragens obrigatória, conhecidas como as aldeias de xisto do Douro: Gondarém, localizada na meia encosta do rio Douro, com as suas pitorescas ruelas

e a aldeia de Midões, junto ao rio de igual beleza devido à sua arquitetura e fantástica paisagem, destacando-se a vista para a imponente serra da Boneca, de onde tínhamos vindo.

O vale do Douro era o destino final deste dia e ao longo dele seguimos apreciando a sua paisagem única.

Entre florestas de sobreiros e carvalhos e vestígios de algumas práticas agrícolas ancestrais, como é exemplo a vinha de enforcado, vinha para a produção de vinhos verdes, percorremos as suas encostas até ao concelho de Baião onde se encontra o Hotel Douro Valley que alia o glamour e requinte à tradição daquela região

Com o rio e Cinfães, na outra margem, em pano de fundo a ideia era relaxar na magnífica piscina infinita deste hotel e esquecer o mundo que nos rodeia e toda a conjectura anormal que hoje vivemos… mas o tempo nublado não ajudou e apenas pudemos desfrutar das incríveis vistas panorâmicas.


			

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