Siem Reap, Cambodja – "Angkor, a oitava maravilha do mundo"

A passagem por Siem Reap, no Cambodja tinha como objetivo principal visitar o complexo de Angkor, a oitava maravilha do mundo, que foi a antiga capital do império e alberga, numa gigantesca área, os templos mais sensacionais que alguma vez tínhamos visto.

E valeu bem a pena o “desvio”!

Angkor tem um estilo único: a delicadeza e o pormenor são impressionantes, mas acima de tudo, é poderoso…encanta pela sua luz, brilho e energia.

E por lá pudemos conhecer de forma mais profunda a história e a cultura Khmer pois apesar da degradação de que foi alvo quando após a mudança de capital ficou entregue a si mesma e à selva e apesar de todas as pilhagens quer por locais quer pelos famigerados Khmer Vermelhos, que financiaram as suas actividades assassinas com o saqueio de obras de arte, é agora um museu ao ar livre, exibindo uma fabulosa colecção de monumentos, alguns ainda escondidos sob o verde da selva.

Começamos por Angkor Wat, considerado o maior monumento religioso do mundo, templo hindu construído no século XII como mausoléu para o rei Suryavarman II, dedicado ao deus Vishnu que de tão grandioso chega a fazer parar a respiração!

É o símbolo e o orgulho nacional, estando até estampado na bandeira do país. Protegido por um fosso, o templo ergue-se nas regiões alagadiças no centro do Cambodja destacando-se na sua silhueta a torre principal, rodeada por cinco torres com a característica forma de espiga de milho, a única parte do edifício que se eleva acima da vegetação, mais precisamente a 65 metros acima dos pântanos.

Reproduzindo na terra o mundo dos deuses em ricos detalhes, a sua conceção é baseada no Monte Meru, o monte divino e por isso nas redondezas, nomeadamente na cidade de Siem Reap nenhum outro edifício está autorizado a superar tal altura.

Após uma espera na fila de mais de uma hora provocada pelo facto de apenas 300 pessoas poderem permanecer no seu interior, subirmos aos “céus”, melhor dizendo, ao terceiro nível do templo, desfrutando de uma paisagem magnifica do seu topo e após a nossa guia nos ter explicado as várias cenas dos livros clássicos da literatura hindu assim como o desfile do rei Suryavarman II com as suas tropas esculpidas nas suas paredes, afastamo-nos o suficiente para poder apreciar todo o seu esplendor refletido no lago onde parece flutuar… Uma imagem que fica!

Rumamos depois a Angkor Thom, a cidade, entrando pelo Portão Sul, o mais bem preservado através duma simbólica passagem sobre um fosso com 54 figuras de pedra – à esquerda, 54 devas (deuses guardiães) e à direita, 54 asuras (demónios) para depois nos dirigirmos ao seu templo central, Bayon.

Neste templo budista abundam as faces de pedra, de expressão serena, budas sorridentes esculpidos em várias de suas torres, conhecidos como as faces de Loveskara (“seres iluminados da compaixão”).

Um local onde é fácil “nos perdermos” onde cada ângulo nos reserva uma surpresa, 216 rostos enigmáticos que os transmitem paz e nos convidam à meditação…

Após uma pausa para um almoço tradicional terminamos em Ta Prohm que por ter sido abandonado durante séculos foi absorvido pela floresta e assim foi mantido, debaixo de gigantescas raízes de árvores, tal como estava quando foi encontrado, permitindo aos visitantes reviver o êxtase da descoberta: os pátios levantam-se em degraus, os morcegos habitam o seu interior, as paredes desarticulam-se num gigantesco puzzle de pedra.

Aqui construção e natureza são agora um todo, conferindo a este templo uma combinação fotogénica das árvores a crescer no meio das ruínas criando cenários deslumbrantes e que foram aproveitados no filme “tomb raider” para as aventuras de Lara Croft.

Para fazer esta visita usamos a tour “básica” do GetYourGuide, que inclui apenas o transfer desde a cidade ao complexo e guia para a visita. Não inclui as entradas (foram adquiridas rapidamente no local pelo guia até porque têm que nos tirar uma foto) nem almoço (almoçamos num restaurante local a comida á nossa escolha). Também não escolhemos a tour com o nascer do sol essencialmente porque previamente nos tinham avisado que é “um mar de gente” a essa hora fazendo com que o acordar de madrugada não valesse a pena… Ficamos muito satisfeitos pelo opção tomada!

Tour reservada: https://www.getyourguide.com/from-siem-reap-full-day-small-group-temples-tour

As entradas custam 37 DOLARES por pessoa!

Mas Siem Reap não se reduz a este complexo, a própria cidade, por si só, já vale a pena.

Seu povo sempre sorridente, simpático e hospitaleiro, mesmo no meio a tantas e visíveis dificuldades, sua comida “asiática mas não tão apimentada” que nos proporcionou excelentes refeições da sua típica gastronomia, as suas movimentadas ruas por onde se ouve constantemente “tuk tuk ???”…

Ficamos alojados no old French Quarter, uma mescla arquitectónica dos tempos de protetorado francês e das influências chinesas, no charmoso hotel “La Riviere de Angkor”, que a pouca distância do movimentado centro da cidade nos proporcionou uma estadia perfeita.

Hotel – https://www.booking.com/hotel/la-riviere-d-angkor

Passeando por esta cidade cortada por um rio, cheia de restaurantes, bares e bonitos hotéis, pudemos encontrar de tudo um pouco, sem um fio “condutor”:

Percorremos os seus maravilhosos mercados como o Old Market e o Night Market.

Visitamos de baixo de um sol abrasador o templo budista Wat Preah Prohm Roth

Descontraímos em plena rua, num improvisado “salão “ de massagens aos pés repleto de espreguiçadeiras alinhadas e com wi-fi grátis, por menos de 2 euros, que soube pela vida

Regateamos bugigangas, comemos gelado frito no frio, enrolado em pequenos cilindros, bebemos os mais deliciosos sumos de maracujá que alguma vez provamos e só passamos “à frente” da experiência de comer os crocantes insetos à venda em bancas ambulantes porque na “hora H” a coragem ter faltado e das chamadas de “massagem Doctor Fish”, tanques onde os peixes fazem a limpeza dos pés mordendo e removendo as peles mortas… curioso mas um tanto repugnante!

Gostamos de conhecer lugares assim, simples e ao mesmo tempo cheios de pequenos “pormenores” que roubam um pedacinho de nós!

⭐⭐⭐⭐⭐

Todos os textos são da autoria de Olga Samões e todas as fotografias deste blog são da autoria de José Carlos Lacerda, exceto onde devidamente identificado. Proibida a reprodução de quaisquer textos e/ou imagens sem autorização prévia dos autores

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