Hanoi, Vietname – a chegada atribulada!

Após muitas horas de voos, com escala prolongada em Istambul, chegámos…

Estávamos bastante expectantes em relação à entrada do país…tínhamos contratado uma agência local, via internet, que não conhecíamos de lado nenhum e de que apenas tínhamos referências pelos feedbacks, também online, para emitir a carta de aprovação e nos tratar do visto à chegada numa tentativa de fugir ás famosas filas intermináveis para a sua obtenção. Mas a ideia de passar 50 dólares e os nossos passaportes para a mão de um estranho deixam-nos sempre uma sensação de desconforto, fazendo-nos chegar à conclusão que já não temos muita fé na raça humana!!!!

Não havia razão para tal… correu ás mil maravilhas e minutos depois de termos chegado e encontrado o funcionário da tal agência à nossa espera, com uma placa com os nossos nomes, tínhamos de volta ás nossas mãos o passaporte com o desejado visto.

Agora era oficial…apesar da hora tardia, pudemos gritar o tão desejado “Good Morning Vietnam” e iniciar a nossa jornada.

Já no carro que nos levaria ao hotel, no centro da cidade, foi com alguma desilusão “camuflada” que fizemos os primeiros quilómetros na tranquilidade de uma auto-estrada pouco movimentada e o mais normal possível…Por isso foi com entusiasmo que nos começamos a aperceber que, de forma crescente, o movimento começava: primeiro ainda só com carros a formar algumas filas de transito, também normais para uma capital do país, depois já fora da via rápida, com a junção de algumas scooters a serpentear pelo meio dos carros e finalmente, quando entramos na parte velha, com a invasão total de scooters e bicicletas que começaram a aparecer de todos os lados e de centenas de pessoas percorrendo as estreitas ruas numa caos total…isto sim, era o que esperávamos de Hanoi!

O que não esperávamos foi o valente susto da noite…

Seguíamos já devagar e encantados com o movimento do “Old Quarter”, absortos com tanta agitação quando de repente o carro que nos transportava parou. E mais de repente ainda todas as portas se abriram e de lá de dentro fomos literalmente arrancados e a bagagem descarregada em “menos de nada”… tudo isto no meio da multidão ensurdecedora que fazia com que não entendêssemos o que aos berros três vietnamitas com ar de empregados de mesa nos tentavam dizer! Fomos, sem sabermos ainda muito bem o que estava a acontecer encaminhados para longe do carro, que desapareceu num ápice, por entre os transeuntes e motas, por uma rua ainda mais estreita e repleta de vendedores abancados no chão e venderam o que de tudo se pode imaginar, desde baldes de plástico, a espetadas assadas na brasa, passando por roupas de criança e sapatos de homem e acabando em frutas e vegetais, sem ordem aparente e já misturados com o lixo acumulado de uma noite de vendas, onde as caixas de cartão estragadas, as garrafas de cerveja vazias e os restos de comida ressaltavam à vista e ao cheiro…

Pouco tempo depois, estávamos nós, os nossos “raptores” e as nossas malas numa rua principal onde estava instalado o famoso mercado noturno de Hanoi, precisamente na rua do nosso Hotel!

Hotel “Oriental Suites” – https://www.booking.com/hotel/vn/oriental-suites.pt

Sabíamos que tínhamos escolhido um alojamento no coração do “Old Quarter” mas nunca nos passou pela cabeça que estávamos na sua artéria principal. Com a rua cortada ao trânsito, tudo estava explicado e agora, à distância temporal e geográfica do sucedido, não podemos deixar de confessar que foi a melhor receção que poderíamos ter tido e um dos pontos altos da viagem!

As centenas de barracas ali mesmo “a chamar por nós” fizeram-nos esquecer as horas de voo que tínhamos em cima e não resistimos a sair e começar a explorar a cidade…

Reparámos logo que se vêem poucos “ocidentais” na rua, o que nos permite sentir que estamos a viver a vida deles e não uma vida fabricada para turistas, e que vida… Apesar do adiantado da hora as ruas estavam apinhadas de pessoas que se divertiam jogando “jogos de criança” tipo saltar à corda, cantavam e dançavam no meio da rua ou formando rodas para um jogo com uma pequena bola com uma pena. E vê-se felicidades nos seus rostos!!!

Só isto era o suficiente para decretar desde logo “amor à primeira vista” mas se ainda juntarmos os vendedores de balões, frutas e algodão doce que se fundem com colorido do lago no centro da cidade iluminado com cores berrantes, estávamos mesmo perante um caso perdido de paixão por uma cidade onde tínhamos acabado de aterrar e que ainda tanto nos tinha para oferecer…

Rating: 5 out of 5.

Todos os textos são da autoria de Olga Samões e todas as fotografias deste blog são da autoria de José Carlos Lacerda, exceto onde devidamente identificado. Proibida a reprodução de quaisquer textos e/ou imagens sem autorização prévia dos autores

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