Icetrip – Islândia

A Islândia emergiu no oceano Atlântico Norte há milhares de anos pela força de uma poderosa atividade vulcânica…Por cima, gelo. Por baixo, magma… fogo liquido! Continuamos esta viagem pelo “ polar Ártico “, pelos cenários cobertos de neve, com base em Reykjavik, a capital mais setentrional do mundo.

Reykjavik

Cercada por uma natureza majestosa, misturando a casualidade duma aldeia com o know-how duma cidade grande, Reykjavik é um daqueles lugares para caminhar com calma e absorver o seu esplendor.

Escolhemos um hotel na cara capital islandesa, estrategicamente central para nos deslocarmos a pé pelo centro virado para o mar.

Link – https://www.booking.com/hotel/is/baron.pt

Para nos deslocarmos desde o aeroporto até ao centro utilizamos o seguinte transfer:

Link – https://www.tiqets.com/pt/reiquiavique-c22/transfer-do-aeroporto-keflavik-reykjavik-ida-e-volta

Daqui partimos para várias tours para conhecer este pequeno país europeu recheado de uma infinidade de maravilhas naturais.

Entre tours fomos percorrendo calmamente a cidade, um lugar absolutamente tranquilo, seguro, capital do que é considerado o terceiro país mais desenvolvido do mundo!

Como fomos no inverno os dias são extremamente pequenos… o sol apenas dá um ar da sua graça nunca subindo do horizonte, aparece depois das 9 da manhã e antes das 16 horas já anoitece…

Visitamos a Hallgrímskirkja, igreja luterana com formato de proa dum navio Viking e design inspirado nas formações de basalto do sul da ilha.

Há quem diga que também foi feita para lembrar um vulcão e como à noite fica iluminada apenas na ponta por uma luz laranja, esta seria a a lava a escorrer!

É possível subir até o topo por 1000ISK e ver a linda vista do ponto mais alto da cidade.

Deixamo-nos envolver no Museu Perlan pelas “wonders of Iceland”, percorrendo uma icecave, explorando a exibição multimedia com detalhes sobre os glaciares, vulcões e áreas geotermais da ilha, tomando ainda mais consciência dos efeitos do aquecimento global, nomeadamente do degelo dos glaciares e terminando no planetário com as famosas auroras boreais.

Aquisição prévia de bilhetes – https://www.tiqets.com/pt/reiquiavique-c22/museu-perlan

Também o belíssimo Teatro Harpa com suas linhas modernas e painéis coloridos mereceu a nossa atenção.

Já perto do porto de Reykjavik, o cachorro-quente do Baejarins Beztu, ícone nacional com reputação de vender os melhores da Islândia, reconfortou os nossos estômagos antes de percorrermos a Laugavegur, a rua de compras mais antiga da cidade, para escolher a já habitual recordação de viagem.

Parecendo flutuar nas águas geladas da baía da Crina, Sólfar (Sun Voyager), muitas vezes confundida como um simbolo dos barcos vikings que chegaram à cidade, representa um Barco dos Sonhos, uma ode a Sol, simbolizando luz e esperança neste país de extremos que no inverno tem menos de 3 horas de dia ao mesmo tempo que é contemplado com o sol da meia noite no verão. Um cenário magnífico para encerrar a nossa estadia nesta terra selvagem, pura, viva, bela, às vezes bruta, um misto de paraíso e inferno, realidade e ficção, em que só os islandeses são capazes de (sobre)viver.

Blue Lagoon

A Blue Lagoon (Lagoa Azul) é uma das atrações mais visitadas da Islândia. Turistas e moradores se reúnem para tomar banho nesse spa de águas geotermais, situado em um campo de lava a 45 minutos da capital, Reykjavik.

São 6 milhões de litros de água, com temperatura entre 37°C e 40°C, captada junto a um fluxo de lava a mais de 2.000 metros abaixo da terra, rica em sílica e em outros compostos minerais, que alguns acreditam possuírem efeitos medicinais e anti-idade.

Formada acidentalmente quando se construía uma usina, hoje é considerada uma das maravilhas do mundo.

Por aqui passámos a manhã que nos brindou com um pouco de tudo… nevão intenso, sol radiante, vento gélido e brisa suave! Rodeados de pedras do campo de lava, dentro da lagoa, a ordem é relaxar… flutuando sob o valor que nos envolve num ambiente de mistério, cuidando da pele com a famosa máscara de lama de sílica, bebendo uma bebida refrescante e finalmente usufruindo duma típica “water massage” (não incluída no ingresso, comprada à parte, no local)

A reserva foi feita previamente com o transfer incluído: https://www.getyourguide.com/reykjavik-l30/from-reykjavik-blue-lagoon-entry-with-roundtrip-transfers

E de alma lavada regressamos à capital da Islândia

Círculo Dourado

Hoje o dia foi dedicado a conhecer o “Círculo Dourado”: desde cratera do vulcão Kerid, cujas águas verdes cristalinas estavam transformadas numa única placa de gelo

passando pela cascata Gulfoss cujas águas vem do glaciar Langjokull

e pelos famosos gêyseres do Vale Haukadalur,

terminamos no Parque Nacional de Thingvellir onde é possível caminhar numa fenda que separa as placas tectônicas que dividem Europa e América.

Gostamos muito da tour, que a nível de locais visitados quer do acompanhamento do guia muito simpático e sempre pronto a dar informações sobre os locais e sobre a Islândia, por isso deixamos aqui a nossa recomendação:

TOUR – https://www.getyourguide.com/reykjavik-l30/grand-golden-circle-tour

Pelo sudoeste até Jökulsárlón

Saímos mais uma vez de Reykjavík e fomos para sudoeste…Neste dia pudemos provar as famosas panquecas islandesas (Pönnukökur), avistar o famoso vulcão Eyjafjallajökull e o temido Kafka. Visitamos a imponente Skógafoss, uma das maiores quedas de água da Islândia com altura de 60 metros

e fomos vendo o panorama mudar a cada dezena de quilômetros ( e a meteorologia também ): ora montanhas imponentes, ora vulcões com infindáveis campos de lava aos seus pés, ora quedas d’água cristalizadas e dos mais variados tamanhos, ora glaciares de perder a respiração! A Islândia é realmente a natureza no seu estado bruto.

Mas o que nos levou a fazer quase 400km (mais 400 para regressar…) foi o lago glacial Jökulsárlón…

Passamos o maior glaciar da Europa, Vatnajökull e dirigimo-nos ao Oceano Atlântico Norte. Aqui “faltam olhos” para ver tudo aquilo que nos rodeia… blocos de gelo com os mais inacreditáveis tons de branco, cinza e azul, verdadeiras obras de arte, tiram o fôlego a qualquer um! Ver ao vivo os icebergues é uma dádiva!

No lado oposto, na Diamond Beach, cercados por pedras de gelo de todos os tamanhos, sobre a areia preta, de origem vulcânica, que as faz ressaltar ainda mais, com o mar mesmo á nossa frente, a paisagem torna-se “irreal” e faz valer a pena cada quilómetro.

É uma tour que dura 14 horas… são muitos quilómetros! Chegamos quase é meia noite ao hotel cansados mas foi um dia fenomenal! Vale a pena…

LINK – https://www.getyourguide.pt/reykjavik-l30/excurso-lago-glacial-joekulsrln-saindo-de-reykjavk

A Aurora Boleal

Para os Vikings eram danças dos espíritos, para os índios, bebés que nunca chegaram a nascer….acreditamos mais na explicação científica que nos ensina que quando, em noites de céu limpo, uma grande quantidade de elétrons provenientes dos ventos solares interage com os gazes da nossa atmosfera o forte choque entre as moléculas produz um feixe luminoso, maioritariamente verde, que nos brinda com o fenómeno da natureza mais desejado nas zonas polares…as “luzes do Norte”, as famosas auroras boreais.

Finalmente uma prometedora noite estrelada dava-nos a esperança de as ver ao vivo!

Não foi fácil pois as nuvens teimavam em não sair do local escuro e afastado da “poluição luminosa” de Reykjavik onde permanecemos mais de 1 hora…o frio e o adiantado da noite fez-nos desistir mas de repente, já a caminho do hotel, em plena estrada, com luzes por todo lado, algo de mágico aconteceu no céu…foi tímida, fugaz e discreta…mas seja como for, tivemos o privilégio de presenciar este espetáculo único.

Ficam aqui as fotos possíveis… não transmitem nem de parto nem de longe a realidade! Lá, “dá arrepios”, podemos dizer mesmo que é emocionante. Uma experiência indescritível!

Para irmos ver a aurora boreal utilizamos a GetYourGuide… já tínhamos previamente guardado o link mas só reservamos no dia anterior pois acaba por ser uma “lotaria” acertar no dia… convém sempre saber as previsões meteorológicas o mais exatas possível e mesmo assim a ilha está sujeita ás mais diversas e imprevisíveis alterações!

Site para consultar as previsões – https://en.vedur.is/weather/forecasts/aurora/

Muito dificilmente se vê em plena cidade… Na tour somos levados para os locais onde sabem ser mais fácil a sua visualização e como há intercomunicação entre os guias das várias camionetas para eventualmente mudar de local.

Há várias tours a ser vendidas diretamente nas agências locais… comparem preços! Na Islândia o nível de vida é bastante elevado e a nós compensou fazer a reserva online.

Link tour – https://www.getyourguide.com/reykjavik-l30/aurora-borealis-northern-lights-tour-in-reykjavik

Rating: 5 out of 5.

Todos os textos são da autoria de Olga Samões e todas as fotografias deste blog são da autoria de José Carlos Lacerda, exceto onde devidamente identificado. Proibida a reprodução de quaisquer textos e/ou imagens sem autorização prévia dos autores

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