São Miguel, Açores

S. Miguel é uma das 9 ilhas dos Açores, a maior delas com uma área de 744,7 km2,  albergando mais de metade da população açoriana, cerca de 137 856 habitantes. Também conhecida como ilha verde, a sua paisagem caracteriza-se por prados extensos e manchas de floresta implantadas nos vales das ribeiras. A gastronomia confeccionada com os produtos da terra e do mar e as  águas termais que jorram das entranhas da terra, juntam-se ás suas maiores atrações.

Com a ajuda de M Conceição Teixeira vamos conhecer melhor este destino, para quem, como nós, queria ir até lá uns dias conhecer esta ilha que, segundo a lenda terá pertencido ao continente perdido da Atlântida!

  • A história da Atlântida foi contada pela primeira vez por Platão como uma parábola para exemplificar como o Céu castiga os que adoram falsos deuses. No entanto a autenticidade desta da narrativa, transmitida oralmente ao longo de centenas de anos faz com que se questione se tratar de um mito ou realidade! A verdade é que a lenda da Atlântida tem inspirado várias pesquisas e muitos são os caminhos que a levam aos Açores.  

    Platão indica claramente que a Atlântida se situava no oceano Atlântico, o que levou um certo número de investigadores a procura-la nessa área, persuadidos de que existira outrora um imenso continente no meio do oceano. Segundo esta teoria, os Açores, as ilhas de Cabo Verde, as Canárias e a Madeira seriam os cumes das montanhas da Atlântida e o que permanece visível de um continente perdido… A Atlântida permanece até hoje um dos mais inignmáticos mistérios da Terra!

PONTA DELGADA – a capital

Como inevitavelmente vamos aterrar em Porta Delgada, no aeroporto “João Paulo II” situado a cerca de cinco quilometros da cidade, nada como aproveitar para desde logo a conhecer melhor para depois nos dedicarmos a explorar toda a ilha…Poderão optar por ter aqui o ponto “base”, indo e regressando todos os dias ou pernoitar algumas noites noutras localidades, aproveitando mais os destinos mais rurais.

O ideal é alugar um carro já que nos dá a liberdade de gerir o tempo disponível e de explorar locais que recorrendo aos transporte públicos se tornam complicados ou impossíveis. Fica aqui a dica da M Conceição Teixeira que reservou online atraves de www.ilhaverde.com levantando logo o carro no aeroporto.

Alugamos carro, Rent-A-Car Ilha Verde, barato e bom serviço. Achamos curioso pedirem mais 10€ de caução para limpeza do carro…no final dos 5 dias e de 620 kms percebemos o porquê e claramente os 10€ mais bem gastos dos últimos tempos… O carro ficou muuuiiito sujo!

M Conceição Teixeira @ Grupo Viajar pelo Mundo da página FB Travel Around the World

Em PONTA DELGADA  há diversos locais a visitar destacamos as Portas da Cidade, dão as boas vindas a quem chega à ilha e a igreja matriz de São Sebastião com uma lindíssimo pórtico Manuelino.

Perto da cidade torna-se obrigatória uma visita a uma das muitas PLANTAÇÕES DE ANANÁS por lá existentes

A cultura do ananás, originário das Américas, foi introduzida na ilha de São Miguel no século XIX. As plantas são cultivadas em estufas de vidro caiado de branco e alguns produtores permitem a visita gratuita aos locais.

A região de Fajã de Baixo concentra a maior parte da produção da ilha. Aqui existe, entre outras, a plantação A. Arruda, orientada para o turismo, com várias estufas com os vários estágios da produção do ananás e a Quinta das Três Cruzes, onde se visita o armazém onde é feita a embalagem e a pesagem dos ananases, tem um filme do demorado processo da produção de um ananás e acompanhamento por um guia às estufas para observar a produção.

O cultivo do ananás começa no “estufim”, onde se planta as “tocas” (bolbos de plantas que já deram fruto). Passado cerca de um mês passam para outras estufas e vão para a “cama”… este é o nome dado à terra dessas estufas, muito rica em matéria orgânica onde serão criteriosamente regadas.

Cada planta dará apenas um fruto!

Quatro meses depois da plantação definitiva é efectuada a operação do “fumo” que consiste na queima de verduras dentro das estufas de modo a “intoxicar” as plantas, obrigando a que estas floresçam todas ao mesmo tempo, conseguindo-se assim controlar os ciclos de produção.

“Sabiam que um ananás demora 2 anos a estar pronto a ser colhido?”

M Conceição Teixeira @ Grupo Viajar pelo Mundo da página FB Travel Around the World

SETE CIDADES –  parte ocidental da ilha

Amantes de mitos e lendas, como somos, temos que vos deixar aqui uma das muitas existentes sobre este local!

A “Lenda da princesa e do pastor no reino das Sete Cidades” é uma tradição oral da ilha de São Miguel e versa sobre a origem das lagoas da caldeira do vulcão das Sete Cidades que, apesar de unidas, têm duas cores diferentes, sendo uma verde e outra azul.

  • “Os reis desta terra encantada tinham uma linda filha que não gostava de se sentir presa entre as muralhas do castelo e saía todos os dias para os campos, passeando por aldeias, montes e vales.

    Durante um dos seus passeios pelos campos conheceu um pastor, filho de gente simples do campo que vinha do trabalho com os seus rebanhos, mas após longa conversa aperceberam-se que gostavam das mesmas coisas e assim nasceu o seu amor, passando a encontrarem-se todos os dias!

    No entanto a princesa já com o destino traçado pelos seus pais, tinha o casamento marcado com um príncipe de um reino vizinho. E quando o seu pai soube desses encontros com o pastor, tratou de os proibir, concedendo-lhe no entanto um encontro derradeiro para a despedida.

    Quando os dois apaixonados se encontraram pela última vez, choraram tanto que junto aos seus pés aos poucos foram crescendo duas lagoas. Uma das lagoas, com águas de cor azul, nasceu das lágrimas derramadas pelos olhos também azuis da princesa. A outras, de cor verde, nasceu das lágrimas derramadas dos olhos também verdes do pastor.

    Para o futuro ficou, reza a lenda, que se os dois apaixonados não puderam viver juntos para sempre, mas pelo menos as lagoas nascidas das suas lágrimas ficaram juntas para sempre…”

Sendo este o melhor postal para ilustrar a ilha, o seu principal miradouro é o chamado “Vista do Rei”, com uma localização privilegiada para a lagoa onde é possível observar as diferentes tonalidades das águas.

Como se localiza num ponto da orla da cratera do vulcão das Sete Cidade pode não ser fácil, isto porque a maior parte dos dias os pontos mais altos da ilha de São Miguel estão cobertos por nevoeiro. Quando o ceú está enevoado os diferentes tins das águas não não visiveis… foi o que aconteceu com a M Conceição Teixeira, que, no entanto, nos deixou estas fotos com o seguinte comentário:

“Lagoa das Sete Cidades: que dizer? Difícil descrever tanta beleza natural… Neste dia o céu estava enevoado e não deu para ver que um lado é azul e o outro é verde… Nada perdido, adoramos”

M Conceição Teixeira @ Grupo Viajar pelo Mundo da página FB Travel Around the World

Uma outra vista poderá ser obtida estacionando o carro à entrada da Lagoa do Canário e seguindo a pé um trilho que nos levará até ao “Miradouro da Lagoa do Canário”. também conhecido por “Grota do Inferno”. Ao longo desse trilho há placas a indicar a Lagoa do Canário (do lado esquerdo) e o miradouro que é um dos pontos altos, com vistas fantásticas sobre a Lagoa de Santiago e a Lagoa das Sete Cidades.

Descendo depois até à lagoa poderemos atravessar a ponte que a divide e fazer uma caminhada á sua volta! O nível da água nestas lagoas é constante ao longo de todo o ano, tudo graças a um túnel artificial que escoa a água para o mar.

PLANTAÇÕES DE CHÁ –  parte norte da ilha

“Visitamos a plantação de chá da Gorreana que tem ao dispor, gratuitamente, dos visitantes chá verde para degustar. A loja de recordações com muitas opções de escolha a quem quiser trazer um miminho para alguém

M Conceição Teixeira @ Grupo Viajar pelo Mundo da página FB Travel Around the World

Perto de São Brás podemos visitar as plantações de chá da Gorreana.

Os visitantes são convidados a conhecer toda a fábrica onde se pode ver de perto todas as máquinas usadas no fabrico do chá, a maioria do tempo do seeu inicio de atividade, no século XIX… autenticas reliquias!

Pode-se assistir a um filme que explica todo o processo de fabrico e no final é possivel provar as várias variedades de chá aí produzidas de forma gratuita. Existe uma loja onde pode comprar o chá ali produzido.

Mais informações em www.gorreana.org/

O chá, que começou a ser bebido na China muitos séculos antes de Cristo, só chegaria ao Ocidente no século XVI pela mão dos descobridores portugueses. Na ilha de São Miguel viria a ser introduzido por Jacinto Leite por volta de 1820, que criou aqui a primeira plantação. Isto foi possível por a ilha apresentar um clima propício ao desenvolvimento da planta.

Apesar de todo o chá ter origem na mesma planta através da seleção de folhas e métodos de processamento pode dar origem a várias variedades: no chá preto as folhas são esmagadas e expostas ao ar durante um longo período de tempo para secarem  e oxidarem já para o chá verde são esterilizadas com vapor de água e depois secas e enroladas.

FURNAS – parte centro da ilha

A actividade vulcânica é uma constante em toda a ilha de São Miguel, mas é ao redor da lindissima LAGOA DAS FURNAS que esta se manifesta com mais força pelo que é em redor deste fenomeno natural que se concentram as sua atrações.

“O cheiro a enxofre é intenso, mas passado pouco tempo ficamos habituados. O jardim a cerca de 100 metros é de uma beleza de cortar a respiração. Tudo muito tranquilo e harmonioso.”

M Conceição Teixeira @ Grupo Viajar pelo Mundo da página FB Travel Around the World

Mais uma vez fomos descobrir a lenda que está na sua origem…

  • Há muito, muito tempo, no local onde se encontra atualmente a Lagoa das Furnas, existia uma pequena aldeia onde se vivia sem guerras, sem invejas nem ódios e onde não faltava nunca a ninguém alegria e pão em cima da mesa. As suas  gentes eram trabalhadoras, abençoadas com terra fértil e rica em águas…

    Certa manhã, um rapaz da aldeia para ir à fonte e lá chegado teve uma desagradavel surpresa… A água estava salgada e intragável como nunca estivera. Espantado correu a dar o alarme mas ninguem se acreditou nele! Uns dias depois, ganhou coragem para voltar e o cenário aidna estava pior: eram inumeros os peixes mortos no local…Voltou a correr para a aldeia, gritando apavorado. Mas nem assim o acreditaram, continuando a faina alegre do costume, cantando o cozinhando as suas refeições.

    Só o avô do jovem concordou em ir confirmar o que este dizia e aterrado com situação voltou á aldeia aconselhando aquelas gentes a subir aos montes para verificar se haveria sinal de novas terras no horizonte.

    Palavras vãs. Só o rapaz e o velho subiram até aos cumes e avistaram uma nova ilha entre as brumas e névoas. Logo desceram a toda a pressa, incitando os aldeões a fugir já que tinha emergido do mar a Ilha Encantada das Sete Cidades, sinal que fazia prever terríveis mudanças.
    Mas eles ignoraram-nos, continuando na folia de sempre, cantando o cozinhando as suas refeições.

    Atemorizados o jovel e seu avô pegaram no gado e rumaram a uma povoação vizinha para o vender e quando regressaram à aldeia, algo mudara… Onde antes existiam vales, havia agora montanhas e a aldeia, nem vê-la. Tudo fora soterrado! No local, uma nova lagoa de águas límpidas borbulhava debaixo do sol. É a Lagoa das Furnas.

    Desde então, o povo acredita que os aldeões continuam a viver debaixo e em volta da Lagoa, invisíveis. Deles, só as bolhas de gás vulcânico e os fogos fátuos. Dizem que continuam a cozinhar….

FUMAROLAS

As fumarolas são uma dessas manifestações: os vapores são libertados, não só pela rocha mas também pelos muros, sarjetas e nascentes de águas termais.

As várias caldeiras libertam vapores e o tão desagradável cheiro a enxofre sobre pelas narinas. É algo de assombroso ver esta verdadeira força da natureza a ser libertada, não só nas caldeiras mas igualmente pela terra, pelas tampas corroídas das caixas de esgotos, pelas lamas que borbulham incessantemente. Tudo fumega.

Há nos muros várias nascentes de águas termais. Algumas delas têm uma sabor inesquecível de tão forte e desagradável que é. Outras são até bastante agradáveis, com um sabor semelhante à Água das Pedras, mas com menos gás. Todo este espaço está no meio das casas é de visita gratuita

ZONA DAS CALDEIRAS DOS COZIDOS

É nas margens da lagoa das Furnas que se fazem os famosos cozidos! O acesso custa 2€ por pessoa (carro incluido).

Por volta das 12h30 os restaurantes vão retirar os seus cozidos para o almoço pelo que esta é uma boa oportunidade para ver os cozidos a sair debaixo da terra. A colocação das panelas ocorre pelas 6h00 da manhã, a caldeira é nessa altura fechada com uma tampa de madeira e coberta com terra e não pode mais ser aberta até estar pronto.

O almoço tem de ser obrigatoriamente o cozido das Furnas, que pode ser comido em vários restaurantes da zona (ex: Restaurante Tony’s e Restaurante o Miroma), onde a reserva antecipada é muito aconselhável.


PARQUE TERRA NOSTRA

O parque Terra Nostra foi recentemente considerado um dos mais belos jardins do mundo. Alberga uma das maiores colecções de camélias existente, entre outras espécies de flora. Neste parque encontra-se ainda uma piscina de águas férreas termais de cor acastanhada e com uma temperatura média de 25º, ideal para um banho relaxante.

“De uma beleza extraordinária com várias piscinas para desfrutar. Também aqui a água varia de temperatura mas sempre bem quentinha.. Com balneários para poder tomar banho… Aproveitamos para almoçar no Restaurante Terra Nostra o famoso cozido das Furnas… Muito bom… Recomendamos! A entrada custa 8 € por pessoa… Se almoçar no Restaurante, oferecem a entrada no parque”

M Conceição Teixeira @ Grupo Viajar pelo Mundo da página FB Travel Around the World

No parque há ainda um hotel – https://www.booking.com/hotel/pt/terra-nostra-garden – Os hospedes do hotel têm acesso gratuito e direto ao jardim e podem ficar até às 22h00 no tanque termal.

POÇA DONA BEIJA

A Poça da Dona Beija, local muito apreciado para banhos termais, teve o seu nome inspirado numa novela brasileira e estende-se ao longo de um ribeiro onde foram criadas várias piscinas aproveitando as fontes termais de água quente.

“É um espaço termal a céu aberto. Tem poças que variam de temperatura entre os 28° C e os 39°C. Pagamos 6€ por pessoa com mais 2€ para aluguer da toalha. Vale a pena! Se levar toalha própria não é necessário alugar!

M Conceição Teixeira @ Grupo Viajar pelo Mundo da página FB Travel Around the World

POVOAÇÃO / PONTA DA MADRUGADA – parte este da ilha

Ficamos alojados em Povoação. O nome diz tudo da Vila o primeiro local a ser habitado nesta Ilha. O hotel a 50 metros do mar… E aí o pequeno almoço  comer e chorar por mais, desde os queijos maravilhosos ao pão os bolos caseiros, a manteiga servida em pratos em forma de flor e até o leite em garrafa coisa que já não víamos disso há muito tempo. Quando chegamos a balança mostrou o quanto gostamos da comida

M Conceição Teixeira @ Grupo Viajar pelo Mundo da página FB Travel Around the World

Também na zona este da ilha, a PONTA DA MADRUGADA, no topo de uma bonita falésia de profusa vegetação, é um local a visitar pois daqui os panoramas sobre o fantástico Oceano Atlântico e a verdejante Ilha de São Miguel são de grande beleza…

E para quem gostar de caminhadas fica a ultima dica:

“Salto do Cabrito… ! Para quem gosta de caminhar, como eu, sítio ótimo para visitar. O percurso não é fácil e ficamos bem sujos, vale mesmo a pena. Levar toalha também é uma boa ideia pois podemos tomar banho na lagoa de água bem quentinha!”

M Conceição Teixeira @ Grupo Viajar pelo Mundo da página FB Travel Around the World

Trata-se de uma pequena rota circular com início/fim na zona das Caldeiras da Ribeira Grande, junto à central geotérmica do Pico Vermelho. Com cerca de 7 quilometros o seu “ponto alto” é a imponente queda de água com cerca de 40 metros de altitude que prima pela frescura e pelo sossego que proporciona a quem a visita. Apresenta águas cristalinas que convidam a banhos. O trilho, num caminho de terra batida é ladeado por incensos, acácias, criptomérias e eucaliptos

Ilha de São Miguel, Açores, onde a natureza mostra a sua essência… um lugar sem duvida a visitar!

⭐⭐⭐⭐⭐

O texto deste artigo é da autoria de Olga Samões sendo citada, nos locais assinalados, M Conceição Teixeira. Todas as fotografias deste artigo são da autoria de M Conceição Teixeira sendo publicadas com a sua autorização. Proibida a reprodução de quaisquer textos e/ou imagens sem autorização prévia dos autores

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