City Breaks – MADRID

Temos “menosprezado” uma pouco as cidades europeias dedicando-lhe apenas curtos fins de semana… foi o caso de Madrid onde já fomos duas vezes mas sempre “com o tempo contado”.

Em 2015 fomos até á capital espanhola passar um fim de semana alargado com o objetivo principal de visitar o “Park Warner”, e acabamos por apenas “dar um salto” ao centro na manhã de domingo, antes de regressarmos.

Reservamos diretamente no site oficial do parque a opção de 2 dias de entrada no parque + hotel – https://www.travelparks.com/hoteles-cerca-de-la-warner.html – e selecionamos o Holiday Inn Express Madrid- Rivas.

PARQUE WARNER DE MADRID

Inaugurado em 2002, o parque inspirado nos desenhos animados da Warner e DC Comics  é um ótimo programa não só para crianças, mas também para adultos.

Dentro do parque, a zona do Cartoon Village é dedicada especialmente aos pequeninos e tem mais de 10 atrações e muito espaço aberto para as crianças pequenas brincarem.

Nas restantes áreas temáticas como a Hollywood Boulevard, Movie World Studios, Old West Territory e Super Heroes World entre os seus cenários, destacam-se as montanhas-russas e os divertimentos aquaticos, este últimos sobretudo de verão pois por lá o calor aperta!!!

Super Heroes World

A “Superman” com uma “queda” 50 metros a 90 quilómetros por hora, muito loopings e emoção é uma das nossas montanhas russas preferidas! Mas também a “Batman La Fuga”, a “Shunt Fall” e a “Coaster Express”, uma montanha-russa de madeira, garantem altos níveis de adrenalina.

Os corajosos têm ainda  “La Venganza de Enigma”, uma torre de 100 metros com uma queda a 80 km/h… a sensação da queda livre é simplemente sensacional!

Dos divertimentos aquáticos o “Rio Bravo” é a principal atração com duas enormes quedas na água e muitas surpresas pelo caminho!

Além disto, há vários shows que se realizam com horários pré-determinados (consultar folheto á entrada) e dos quais destacamos a apresentação 30 minutos de manobras de carros e motos da Loca Academia de Policía no Movie World Studios e dos personagens do Batman na Gotham City do Super Heroes World.

O parque fica localizado a 23 km de Madrid no município de San Martín de La Vega sendo a forma mais fácil de lá chegar o carro : seguindo a Carretera A4 a saída é a 22, devidamente sinalizada com o nome do parque.

CIDADE DE MADRID

Apenas com uma manhã para explorar um bocadinho a cidade, apenas pudemos passar pela zona do Palácio Real, almoçar na perto da Pueta del Sol e fazer uma visita ao templo de Debod.

O Templo de Debod é um templo real do antigo Egito no coração de Madrid. Tem mais de 2.000 anos e foi totalmente desmontado e transportado em blocos de pedra para a capital espanhola. A razaõ é simples, quando em meados do século XX, o governo egípcio decidiu construir a Barragem de Aswan decidiu doar os templos já se afundariam nas águas do Nilo em conequencia da subida das águas da barragem. A Espanha foi um dos países interessados em acolher um desses templos pelo que assim o mesmo lá chegou em 1970.

Situado numa zona verda da cidade e rodeado de espelhos de água esta templo é um local calmo e muito agradavel. A visita ao interior é gratuita e explica a sua história, e detém várias informações sobre a mitologia e sociedade egípcia e explicações sobre os hieróglifos.

Mas tinha ficado o “bichinho” para lá voltar…E assim dois anos depois, numa sexta feira ao final do dia, voamos de novo até Madrid, chegando já a horas de apenas nos instalarmos no hotel para no dia seguinte bem cedinho começarmos a explorar…

Capital de Espanha, é uma cidade com um centro urbano onde pudemos disfrutar de uma zona histórica repleta com um interessante património arquitetónico, cultural e artístico, onde abunda, além disso, uma grande oferta de entretenimento, restaurantes, bares e atividades recreativas.

Tivemos que fazer opções! Assim instalamo-nos no centro histórico (HOTEL VINCCI CENTRUM) e limitamos as atividades que demandam bastante tempo, escolhendo apenas um museu para visitar no primeiro dia e saindo da cidade no segundo.

Começamos pelo “óbvio”: o Palácio Real de Madrid e a sua vizinha Catedral de Almudena! E só aqui “gastámos” a manhã…

E se por fora já ficamos impressionados pelo imponente palácio real, o maior da Europa Ocidental, o seu interior, que conta com 2800 divisões, todas elas ricamente decoradas com opulentas peças de época e obras de arte incríveis é de visita obrigatória…tem apenas um “senão” as fotos são proibidas o que não nos permite eternizar memórias! Ainda assim, e se calhar também por isso, têm mesmo que visitar esta joia da coroa espanhola…

As filas para aquisição das entradas (que custam 11€) são intermináveis… é impensável ir sem pré-compra pois serão umas boas horas perdidas nas filas. Nós optamos por uma tour guiada que adquirimos num dos sites que usamos para este tipo de atividades (GetYourGuide, Viator ou tiqets – comparamos sempre as opções e preços de cada um mas recomendámos qualquer um deles a 100%) e que os permitiu ser acompanhados por um conhecedor guia que nos foi chamando a atenção para todos os detalhes sumptuosos desta antiga residência real num percurso que nos levou por divisões deslumbrantes como a Sala do Trono, o Salão dos Espelhos e a Capela Real! Mas caso não o façam a nossa recomendação é que pelo menos aluguem um dos audio-guias disponíveis na bilheteira.

Bilhetes – Palácio Real tour guiado

No exterior do palácio encontram ainda dois grandes jardins de entrada gratuita: os “Jardins de Campo Del Moro” e os “Jardins de Sabatini”, ambos abertos ao público nos mesmos horários do palácio. Os jardins são perfeitos para relaxar, passear e mesmo para tirar umas belas fotos do palácio de outra perspetiva!

A Catedral de Almudena, também conhecida como a Catedral de Madrid, fica mesmo em frente ao Palácio, destacando-se pelas suas linhas retas e colunas altas. No interior, de acesso gratuito, é possível admirar as cores vibrantes dos seus vitrais modernos e os bonitos detalhes do teto. Por 6€ podem ainda subir à cúpula e visitar o museu da catedral mas não o fizemos, por falta de tempo.

Fomos então ao encontro da Plaza Mayor, a principal praça da cidade repleta de cafeterias, restaurantes famosos e também demasiado caros! Assim, após nos determos um pouco para apreciar todo o movimento característico daquele local e os vários artistas de rua que por lá se encontram perdemo-nos nas ruelas ao redor, apreciado o comércio local, lojinhas, cafés e bares de tapas, bem mais atrativos e em conta para matar a fome que já íamos sentindo.

Escolhemos um recanto no “Mercado San Miguel”, um mercado público dos tempos antigos que hoje em dia alberga um belíssimo mercado gourmet onde se pode provar as delícias espanholas como os famosos jamones (presuntos), azeitonas, pratos elaborados, peixes, cervejas, vinhos e aperitivos.

Para fazer a digestão decidimos voltar ao metro e rumar a outra parte da cidade, para conhecer um dos seus parques mais famosos, o “Parque del Retiro”.

Para isso fomos até outro dos locais mais emblemáticos da capital espanhola, a praça da “Puerta del Sol” para a qual convergem várias das ruas mais históricas e transitadas da cidade, como Mayor, Arenal, Alcalá ou Preciados e concentra vários dos elementos mais representativos desta urbe: o famoso relógio da Casa dos Correios, a placa do Quilómetro Zero, que assinala a origem da quilometragem das diferentes estradas rodoviárias nacionais que partem de Madrid e a estátua do Urso e do Medronheiro, muito querida pelos madrilenos.

Aqui apanhamos o metro (L1) e breves minutos depois estávamos no parque, construído para lazer do Rei, que inclusive mandou construir um lago artificial para que pudesse passear em barco…aqui o nosso destaque vai para o Palácio de Cristal e para o Monumento Alfonso XII, uma imponente estátua equestre do Rei que fica envolvida pela paisagem e que proporciona fotos magnificas aproveitando o espelho d’água.

Dada a proximidade com o parque fomos ainda conhecer os locais onde festejam os seus títulos os dois principais clubes de futebol da cidade: “Fuente de Neptuno”, local escolhido pelo Atlético de Madrid e “La Cibeles”, a praça com o monumento que inclui uma imagem da deusa Cibeles, símbolo da Terra, da Agricultura e da Fertilidade, em cima de uma carruagem puxada por leões,local escolhido pelos adeptos do Real Madrid.

Após este belo passeio tínhamos tido a difícil tarefa de escolher entre um dos museus mais famosos do mundo, o “Museu do Prado” com obras de Picasso, Rafael, Goya, Velázquez, Greco, Murillo, Ribera, Fra Angélico, Botticelli, Mantegna, Tiziano, Reynolds, Van der Weyden, entre tantos outros e o “Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofía” que reúne obras de Dalí, Miró e a estrela do museu, Guernica, um dos quadros mais importantes de Pablo Picasso.

Sendo mais fãs da arte contemporânea foi por este último que recaiu a nossa opção.

Estão proibidas as fotos do quadro “Guernica”…razões comerciais! Fica aqui uma foto retirada da internet que não da nossa autoria e portanto com direitos reservados:

Guernica, 1937, Pablo Picasso, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madrid, Spain, Europe

Fica aqui a dica que o Museu é gratuito das 19:00 às 21:00 h, de segunda-feira a sábado e das 13:30 às 19:00 h aos domingos e feriados mas também um aviso…as filas para obter o bilhete gratuito obrigatório para a entrada são infindáveis e começam horas antes! Daí termos optado pela aquisição prévia, online dos bilhetes.

Bilhetes – centro-de-arte-reina-sofia-evite-filas

A manhã do dia seguinte estava reservado para rumarmos à cidade de San Lorenzo de El Escorial, a 50 quilómetros de Madrid indo ao encontro de uma das mais polémicas obras do país vizinho, o “Vale dos Caídos”.

A cruz com mais de 150 metros de altura que Franco mandou erguer em cima de uma basílica escavada na rocha é visível a muitos quilómetros de distância marcando a paisagem da Serra de Guadarrama… Imponente não só pelas dimensões envolvidas, mas também pela história que carrega, a cruz do Vale dos Caídos é vista por alguns espanhóis como um símbolo frio da ditadura franquista.

A história do lugar confunde-se com a própria história espanhola. Os prisioneiros de guerra foram os responsáveis pela sua construção ao longo de duas penosas décadas, tendo muitos sucumbindo. É aqui, no interior da basílica, toda revestida com mármore e granito, formando um ambiente frio e vazio, ao lado do altar-mor, que poderá ser observada a branca e lisa pedra tumular do ditador. Escavada na diretamente na rocha é gigantesca (chegando a atingir os 41 metros de altura e tem 262 metros de cumprimento) e subterrânea… é impossível não imaginar o trabalho que deu!

Logo “ali ao lado”, outra atração imperdível é o Palácio de El Escorial também gigantesco e que se destaca não só pela sua severidade e frieza, mas também por ter lançado um novo estilo arquitetónico e influente em Espanha: o ‘desornamento’, literalmente ‘não decorado’. A visita ao palácio levou-nos pelos museus de Arquitetura e de Pintura, passando pelos Aposentos Reais (Palacio de los Austrias), pelo Panteão Real, as Salas Capitulares, a Basílica, o Pátio dos Reis e a Biblioteca. O palácio, que é simultaneamente um mosteiro nos dias de hoje, é dirigido por frades.

Indo de forma autónoma, que exige o aluguer de carro dada a distância de Madrid, os custos da entrada no Vale dos Caídos é de 9€ e no El Escorial o bilhete básico custa 10€, pelo que optamos por uma tour organizada que nos levou e trouxe de volta a Madrid.

Tour – ValedosCaidos

Para a tarde tínhamos planeado outra “saída” – Alcalá de Henares, um dos lugares mais interessantes nas proximidades de Madrid e que dá para ir e voltar de comboio no mesmo dia (cerca de 20 minutos, 4 euros)! Foi em Alcalá de Henares que nasceu Miguel de Cervantes, autor de “Dom Quixote de la Mancha”, um dos maiores clássicos da literatura. Além disso, o centro histórico e a universidade de Alcalá são Património da Humanidade. A cidade percorre-se facilmente a pé, não está repleta de turistas, mas de espanhóis de todas as idades, que a enchem de vida e alegria. Convencidos?

Fica aqui, no entanto, os nossos destaques embora toda a cidade seja excecional:

A “Calle Mayor”, a rua mais comprida de Espanha suportada por arcadas onde entre os edifícios dos séc. XV a XIX que aí existem se destaca o Museu-Casa Natal de Cervantes (entrada gratuita) que além de uma magnífica coleção de edições cervantinas provenientes de todo o mundo, proporciona aos visitantes ver como era uma tradicional casa castelhana no séc. XVI.

A “Plaza de Cervantes”, principal praça da cidade onde podemos visitar o Corral de Comédias, teatro mais antigo de Espanha que se encontra magnificamente restaurado (visita guiada de 30 minutos) e subir à Torre de Santa Maria pelos seus degraus em caracol para apreciar a melhor panorâmica sobre a cidade.

⭐⭐⭐⭐⭐


Todos os textos são da autoria de Olga Samões e todas as fotografias deste blog são da autoria de José Carlos Lacerda, exceto onde devidamente identificado. Proibida a reprodução de quaisquer textos e/ou imagens sem autorização prévia dos autores


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