Giro Italiano – ORVIETO e BOLONHA

Orvieto

Com quase 400 quilómetros para fazer até Bolonha demo-nos conta que passaríamos ao lado de Orvieto, que tinha ficado de fora no percurso de Florença para Roma pois já tínhamos incluído Siena e Assis e não dava tempo para tudo… desta feita decidimos fazer uma paragem rápida… Deu apenas para dar um breve passeio pelas ruelas, subir à torre del Moro e apreciar a linda catedral por fora!
Mas fica aqui a dica…visitem esta pitoresca cidade medieval, no alto de um monte rochoso, recheada de lindas casas, de pequenas lojinhas e cantinhos charmosos e silenciosos!

Bolonha

Com um centro histórico em que praticamente todos os passeios cobertos por pórticos, diz-se que se os “enfileirássemos” todos daria cerca de 40 km de extensão, voltamos à arquitetura medieval, ás ruas empedradas e ás vielas!

É em Bolonha que está a Universidade mais antiga da Europa e onde estudaram personalidades famosas como Dante Alighieri e Copérnico. Assim apesar de antiga é uma cidade jovem e animada!

A nossa caminhada levou-nos até às 2 principais praças, que ficam uma ao lado da outra.

A primeira delas (e menor) é a Piazza del Netuno. Como o nome sugere, no centro há uma fonte com uma estátua de bronze do mitológico deus dos mares, rodeado por ninfas e golfinhos.

Ao lado dela (e bem maior) está a principal praça de Bolonha: a Piazza Maggiore.

É o grande centro da cidade, o ponto de encontro. Quadrangular, é rodeada por belos e importantes edifícios como o Palazzo del Podestà e o Palazzo Re Enzo. Neste conjunto de edifícios destacamos a Torre dell’Arengo, que fica no centro e abriga o maior sino da cidade e o Voltone del Podestà, uma passagem que liga Piazza del Netuno à Piazza Re Enzo com uma abóboda sustentada por 4 pilares laterais, formando uma cruz.

Aqui pudemos verificar a veracidade dum interessante efeito acústico: se uma pessoa estiver de frente para um desses pilares e sussurrar alguma coisa, outra pessoa consegue ouvir o que foi dito, estando de frente para o pilar que fica no lado oposto!

Outro edifico famoso da praça é o Palazzo Comunale – também conhecido como Palazzo d’Accursio. Destacam-se, na fachada, o relógio da torre e a estátua de bronze do Papa Gregorio XIII em cima de um belo portal.

Mas apesar da presença destes belos palácios, o destaque inegável da Piazza Maggiore é a grandiosa Basílica de San Petronio.

O termo “grandiosa” não é à toa!!! A igreja é enorme e por muito pouco não foi maior que a própria Basílica de São Pedro (reza a lenda que o Papa da época teria boicotado o projeto original, temendo que a igreja realmente ficasse maior e ofuscasse a famosa Basílica do Vaticano).

O também grandioso é o seu interior, todo em estilo gótico, com destaque para as capelas, decoração e vitrais.

Saindo da Piazza Maggiore, fomos ao encontro de um dos cartões postais da cidade – uma dupla de torres inclinadas: a Torre degli Asinelli e a Torre Garisenda.

A Torre Garisenda é a mais baixa e possui uma incrível inclinação de dar inveja à Torre de Pisa, tendo sido necessário diminuí-la para evitar a queda.

Já a Torre degli Asinelli é bem menos inclinada e mais alta – possui quase 100 metros de altura e é uma das maiores da Itália.

Fomos depois até outra atração muito conhecida da cidade: a Abadia de Santo Stefano, um conjunto de igrejas interligadas: A Igreja do Crucifixo, muito simples e que fica na entrada do complexo, a Basílica do Santo Sepulcro, que abriga o túmulo de São Petrônio (o padroeiro da Bolonha), cujo desenho foi inspirado no Santo Sepulcro de Jerusalém, a Basílica de Santi Vitale e Agricola e a Igreja da Trindade.

Outro destaque aqui é o pátio anexo, cuja lenda diz que a bacia da fonte que há no centro seria a lendária pia em que Poncio Pilatos lavou suas mãos, na condenação de Jesus Cristo.

Acabamos a visita à cidade na Basílica de San Domenico, construída para abrigar os restos mortais de São Domingos… e não podíamos acabar melhor! É divina a Arca di San Domenico e toda a sua envolvente… mas também não é de estranhar sabendo que foi decorada por artistas italianos como Nicola Pisano e o mestre Michelangelo!

Um dos grandes atrativos desta cidade é mesmo a culinária: reza a lenda que é aqui que se come melhor em toda a Itália ! Não é a toa que ela tem um apelido bastante sugestivo: La Grassa, ou seja, “a Gorda”. Uma curiosidade é que o famoso molho de tomate com carne moída, que conhecemos como “molho à bolonhesa”, por cá tem outro nome (assim como em toda a Itália): molho ao ragú.

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