Giro Italiano – POMPÉIA

Pompeia é a mais famosa das cidades romanas destruídas pela erupção do vulcão Vesúvio.

Vista aérea de Pompéia com Vesúvio ao fundo

Vamos a um pouco de história:

Quando o Vesúvio entrou em erupção, em agosto de 79 d.C., ninguém estava á espera que tal ocorresse pois já estava adormecido há 800 anos… Foi uma explosão fortíssima, que fez desaparecer pelos ares boa parte do topo do vulcão arremessando pedras e lava a quilómetros de distância. As pessoas começaram a fugir em busca de abrigo…

Pompeia tinha cerca de 20 mil habitantes e ficava a 8 km de distância do Vesúvio.

Herculano, menor e mais rica, tinha 4 mil habitantes e estava a 7 km.

Durante a noite, lava, pedras, gases e cinzas tomaram conta dos arredores. Quem fugiu, fugiu. Quem ficou, morreu vaporizado com o calor do fluxo piroclástico que saía do vulcão: uma mistura de gases e pedras que se move muito rápido e é extremamente quente, atingindo os 1500 graus.

As primeiras ondas, as mais quentes, atingiram Herculano. A cidade foi completamente engolfada por camadas e mais camadas de lava, pedras e cinzas que em instantes mataram qualquer matéria orgânica presente e evaporaram toda a água. Foi assim que ali sobreviveram todas as estruturas de madeira, até hoje. E foi por isso que não há em Herculano as mórbidas “cascas” de pessoas que morreram na tragédia. Herculano ficou soterrada debaixo de 19 metros de material vulcânico.

Já em Pompéia a força da natureza foi levemente menor. A cidade ficou soterrada abaixo de “apenas” cinco metros. O calor também foi um pouco menor, já que não foi a lava que absorveu Pompeia, mas cinzas e gases em altas temperaturas.

As pessoas que ainda estavam na cidade também morreram instantaneamente com o calor, mas seus corpos foram preservados na posição em que estavam, em virtude das cinzas. Foi por isso que os escavadores tiveram a ideia de preservar essas “cascas” com argamassa, atualmente em exposição no Museu arqueológico de Nápoles, que não pudemos visitar por encerrar exatamente no dia da semana que lá estivemos …

Pompeia e Herculano foram esquecidas no tempo, até terem sido objeto de escavações no século 18.

Em Pompeia é possível ver uma cidade romana grande, com suas avenidas, templos, anfiteatros e casarões. Já em Herculano as escavações ainda não terminaram, uma vez que a cidade antiga estava tão soterrada que a nova foi construída por cima. Por isso decidimos ir apenas até Pompeia .

Entrámos pela “Porta Marina” e fomos logo para a região VII, a mais importante, onde está o centro da cidade, o Antigo Fórum Romano e todas as suas construções.

Nas laterais do fórum há uma exposição do produto das escavações com cerâmicas e figuras de pessoas (reprodução das verdadeiras que estão no museu)… é de ficar impressionado…

Fomos ainda à enorme Casa de Sirico onde também podemos encontrar as figuras humanas conservadas e ás Termas que ocupam o mesmo quarteirão na via Stabiana e cujo estado de conservação é excelente.

É ainda nesta região que podemos encontrar o Lupanar, o antigo prostíbulo de Pompeia. Naquela época, as prostitutas eram escravas vindas da Grécia ou países do Oriente. O prédio tem dois andares e ainda conserva algumas pinturas pequenas de temáticas eróticas.

Seguimos então para a região VI onde se encontram as casas dos mais ricos, a área nobre de Pompeia. Por ali, há escavações de afrescos, decorações de jardins, fontes, banhos, etc.

Vimos, no entanto, apenas pela Casa do Fauno, uma das maiores casas de Pompeia, ocupando um quarteirão inteiro, especialmente famosa pela estátua de Fauno numa fonte no átrio e pelos mosaicos que retratam a batalha entre Alexandre, o Grande, e Dario, o rei da Pérsia.

E é aqui que vou fazer “mea culpa”… devíamos ter contratado uma tour guiada!É que por muito estudo que tenha feito (e fiz!), Pompéia é enorme e labiríntica. Não conseguimos “dar” com outras construções como a Villa dei Misteri, a Casa dos Vettii ou a Casa dos Cupidos Dourados, todas nós “meus planos”!

Após andarmos “quilómetros” perdidos, também a Vila dos Mistérios, fora dos antigos muros de Pompeia, ficou de fora… muito calor e cansaço desencorajou a caminhada até lá!

Acabamos, quatro horas após a nossa chegada (!!!) na região VIII onde o ponto alto são os dois teatros, construídos de forma a aproveitar a inclinação natural da colina e o Templo de Ísis que foi um dos primeiros a ser descoberto pelas escavações. O facto de terem encontrado o local com as decorações quase intactas contribuiu com a decisão de divulgar Pompeia para o mundo.

Foi desgastante mas recompensador poder fazer uma fantástica viagem pela história!


Todos os textos são da autoria de Olga Samoes Lacerda e todas as fotografias deste blog são o da autoria de José Carlos Lacerda, exceto onde devidamente identificado. Proibida a reprodução de quaisquer textos e/ou imagens sem autorização prévia dos autores


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