Giro italiano – COSTA AMALFITANA

Tínhamos um dia, um só dia para percorrer a Costa Amalfitana… obrigatório era por isso aproveitar bem todos os minutos!

Pernoitamos em Sorrento, seu limite mais a leste, e que já nos encantou com as suas pitorescas rochas sobre o mar e um centro histórico cheio de vida.

Passeamos pelas vielas, compramos um limoncello e acabamos a admirar o pôr do sol do terraço da Villa Comunale.

Daqui partimos bem cedo para percorrer a estrada de 40 quilómetros até Vietri sul Mare e que dizem ser uma das experiências de condução mais dramáticas e românticas da Europa. Confirmamos tudo !!!

Dramática porque sendo estreita e cheia de curvas todo o cuidado é pouco… mas absolutamente romântica e repleta de oportunidades para tirar fotografias: desde olivais a limoeiros, passando por aldeias coloridas entre montanhas, até ao ofuscante Mar Tirreno.

Ao chegar a Positano o primeiro impacto dá-nos a sensação que entramos numa palette de cores: do verde dos Montes Lattari que a envolvem até o branco, rosa e amarelo das suas casas mediterrâneas, ao cinza prata das praias com pedrinhas e, finalmente, ao azul cristalino do mar…

Tudo em Positano é pura sedução. É a cidade cartão-postal da Costa Amalfitana e percebe- se bem porquê!

Nos arredores de Positano, as três ilhotas de Li Galli foram apelidadas de “Le Sirenuse” graças às lendas que a indicavam como o refúgio das sereias feiticeiras.

Seguimos viagem em busca duma pequena vila que parece passar despercebida perto de suas badaladas vizinhas e onde fica uma das praias mais fotogênicas desta costa: o Fiordo di Furore. Este lugar, conhecido em Itália como a terra do nunca, com casas espalhadas no alto da rocha traz-nos a a visão inesquecível do fiorde que corta o rochedo em pedaços e deixa passar o mar…À hora que passamos encontrava-se na sombra, que lhe retirou um pouco o fulgor mas mesmo assim conseguimos apreciar, a sua minúscula praia debaixo da ponte e junto ás paredes de rocha, alguns “monazzeni”, antigas casas dos pescadores, foram restauradas.

Logo ao lado Conca dei Marini foi a nossa nova paragem. Mais uma aldeia piscatória é, no entanto, famosa pela Gruta do Smeraldo, acessível quer por barco quer através de um elevador da estrada “amalfitana”. Foi por este que descemos e entramos numa cavidade com aproximadamente 30 metros de altura parece uma catedral entre as ondas sendo iluminada pela luz do sol que entra através das rochas, dando ás paredes preciosas tonalidades de verde esmeralda.

Seguiu-se Amalfi, a quem chamam a rainha guerreira da costa!

Na porta de entrada da cidade há um cartaz que resume esta pequena cidade, que ainda assim é a maior desta zona: “Para os amalfitanos, o dia em que irão ao Paraíso será um dia como outro qualquer: porque o paraíso é já aqui, em suas casas.”

Vale a pena “entrar”, passear no labirinto das suas ruelas, apreciar as suas casinhas todas “encavalitadas” umas nas outras e a sua colorida Catedral.

Mas é o conjunto que fascina…Nas suas costas as rochas dos Montes Lattari, á sua frente o mar que se abre em forma de leque! Lindo!

No alto das montanhas, acima de Amalfi, fica Ravello, uma das poucas cidades que não tem praia, mas que ganha pontos pela vista, pelos belos jardins e charme das suas ruas.

Para lá chegar é necessário sair da estrada Statale 163 e subir alguns quilômetros.

E uma vez lá chegados uma visita é obrigatória: Villa Cimbrone, obra visionária do lord inglês William Beckett que em 1904 comprou o terreno onde existia uma antiga casa abandonada e a transformou-a num lugar maravilhoso. Os caminhos que cortam o verdejante jardim com várias espécies de plantas e estátuas levam até o miradouro onde se encontra o Terrazo dell’infinito… indiscritível!!!

E chegamos à última… antes de rumarmos a norte!

Vietri sul Mare que oferece algumas das maiores praias da Costa Amalfitana de frente para os Dois Irmãos (Due Fratelli), as pequenas rochas que saem do mar.

Foi um dia “pesado” debaixo de sol intenso, com todas as malas e equipamento da mota “ás costas” querendo parar a “cada esquina” para registar tamanha beleza das íngremes encostas! Foram cerca de 7 horas por estradas estreitas com surpreendentes vistas para o mar e para as casinhas coloridas cravejadas nas rochas mas que valeram a pena a cada curva!

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