Giro Italiano – ROMA

Tirámos o primeiro dia para caminhar… mas não fizemos um caminho qualquer! Rodeados das mais famosas praças e monumentos de Roma visitamos um autêntico museu ao ar livre!

Após uma boa caminhada matinal chegamos ao Monte Capitolino. Á entrada da Piazza del Campidoglio está a famosa estátua de Rômulo e Remo a ser amamentados pela loba Luperca.

Essa estátua representada a lenda da fundação de Roma, pelo que fazia todo o sentido começarmos por aqui…

Diz a lenda que Rômulo e Remo foram adotados por essa loba que os encontrou na beira do rio Tibre. Rômulo foi o que fundou Roma e acabando por se tornar o seu primeiro rei, após matar o seu irmão Remo.

Uma curiosidade… quase a “falhávamos” de tão pequena que é em face da grandiosidade de tudo que a rodeia…

Daqui seguimos até à Piazza Venezia onde está em grande destaque o Monumento Nazionale Vittorio Emanuele II, inaugurado em 1911 para homenagear o primeiro rei da Itália depois da unificação! Todo branco, enorme…o verdadeiro significado de monumental !

O próximo destino era o Campo dei Fiori… mais que uma praça com uma feirinha de flores e artesanato, inúmeros restaurantes e vendas de produtos típicos italianos (como o limoncello, a minha paixão !!!), é um lugar carrega muita história por ter sido palco das “célebres” execuções públicas da inquisição… a imponente estátua de Giordano Bruno está no local justamente para nos lembrar disso.

Giordano Bruno, um importante filósofo, foi queimado nesta praça acusado de heresia tendo por isso sido construída em homenagem de todos os que assim foram sacrificados.

Caminhamos então até à Piazza Navona, uma das praças mais bonitas de Roma e que tem como principal atração três fontes: ao centro a Fontana dei Quattro Fiumi (Fonte dos Quatro Rios) que representa os quatro rios mais importantes da época: o Nilo, o Danúbio, o Ganges e o Rio da Prata, a Fontana del Moro, também conhecida por Fonte do Caracol e a Fontana del Nettuno.

Perto da Piazza Navona está o Panteão, uma obra prima da arquitetura romana e um dos edifícios mais bem conservados da Roma antiga.

Dentro do Panteão estão diversas obras de arte, os túmulos de vários reis da Itália e de Rafael, o famoso pintor e arquiteto renascentista italiano.

Outra fonte “inevitável” é a Fontana di Trevi… a sensação de a ver pela primeira vez é incrível ! Vamos a caminhar por ruelinhas antigas e estreitas quando, de repente, “tudo se abre” e “damos de caras” com essa coisa magnífica que é a Fontana di Trevi. Mesmo com uma multidão em volta não perde o seu esplendor…

É a maior e mais bonita fonte de Roma (26 metros de altura e 20 de largura) e tem uma lenda que surgiu com o filme “A Fonte dos Desejos”: se atirarmos uma moeda para a fonte voltaremos a Roma, se atirarmos duas moedas vamos encontrar o amor num italiano ou italiana… com três moedas é casamento certo com esse amor!!!

Mas há regras para que isto funcione! A(s) moedas(s) têm que ser lançadas com a mão direita sobre o ombro esquerdo.

Cuidado para quem opta por mais de 1 moeda !!!!! Funciona…. já é a terceira vez que volto a Roma.

Ao chegar à Piazza di Spagna ficamos um pouco desiludidos… cenário de inúmeros filmes famosos, palco de grandes desfiles de moda, já todos a vimos imensas vezes mas em “cenário”… “in loco” é uma escada apinhada de gente e nem flores tinha! Ficou aquém das expectativas.

No entanto, a sua localização é excelente, entre a famosa rua da moda, a Via dei Condotti e as Via Frattina e del Babuino, com vários palácios dos séculos XVII e XVIII!

Saindo da Piazza di Spagna pela Via Del Babuíno chegamos a outra praça também muito especial no roteiro de Roma, a Piazza del Popolo, com o seu Obelisco Flamínio de 24 metros de altura.


No canto esquerdo a Igreja de Santa Maria del Popolo dá-nos a possibilidade de apreciar mais algumas espetaculares obras de Caravaggio e logo ao lado uma escada leva-nos até à Terrazza del Pincio onde se pode apreciar uma das melhores vistas da cidade!

Mais uma boa caminhada agora pela margem do rio Tibre e fomos até ao Castelo de Sant’Angelo e à ponte que possui o mesmo nome, que é, sem dúvida, uma das pontes mais bonitas de Roma. Daqui as vistas para a cúpula da Basílica de São Pedro aguçam o apetite para a visita ao Vaticano, agendada para o dia seguinte!

A igreja de Santa Maria in Cosmedin onde está a Boca da Verdade era à paragem seguinte. Reza a lenda que ela é capaz de identificar mentiras e morder a mão dos mentirosos. Tínhamos que testar… Saímos ilesos 🙂

Tínhamos ainda “no roteiro” visitar o popularmente conhecido como “Giardino Degli Aranci” cujo nome oficial é Parco Savelli. Situa-se no alto da Coli Aventino, outra das sete colinas de Roma.

Ainda fora do parque, ao lado do portão, há uma fonte que foi nada mais nada menos que uma banheira de uma das termas romanas e uma máscara de mármore gigante que foi esculpida para a enfeitar.

Após entrarmos e caminharmos entre as laranjeiras chega-se a um incrível terraço com uma vista de perder a respiração…

Saindo do Jardim das laranjeiras, subimos a rua para a Piazza dei Cavalieri di Malta. Aqui está uma das atrações mais intrigantes de Roma… fica a dica… não deixem de espreitar pelo buraco da fechadura mais famoso da cidade, a quase secreta “Serratura del Portone dei Cavalieri di Malta” para terem uma grande surpresa e mais uma vista espetacular!

É um daqueles casos que só pessoalmente se consegue ter a visão maravilhosa que esconde esta fechadura: a cúpula da Basílica de São Pedro “emoldurada” por um corredor de arvores do jardim em forma de arco, incrível!

Não há foto que lhe faça jus!

No regresso a casa a passagem pelo Círculo Máximo fechou este dia já muito comprido e com um total de 20 km nas pernas…

Vaticano

O Vaticano está dentro de Roma, mas não faz parte da cidade, é um pais próprio. Sim, a sede da Igreja Católica é um país independente! O Vaticano é o menor pais do mundo… é tão pequeno que cabe dentro da cidade de Roma! OPapa é o chefe supremo do país e a maioria dos cidadãos são membros do clero (logo, a taxa de natalidade não é muito grande!!!) estando estimados em cerca de 800.

Mas a pequenez do país contrasta com a grandeza das suas atrações: Desde a estonteante Praça São Pedro à sua Basílica e passando pelos museus, tudo impressiona.

iniciamos a visita pelos Museus Vaticano e fomos percorrendo de galeria em galeria ficando deslumbrados com arte espalhada por toda parte… desde a galeria dos mapas á famosa sala de Rafael tudo é lindíssimo!

Até que chegamos à parte mais esperada, onde se encontra a famosa obra-prima de Michelangelo: a Capela Sistina.

É proibido tirar fotos…entramos num lugar sagrado pois é aqui que se reúnem os cardeais para o conclave, quando é necessário escolher um novo Papa.

Entrando na Capela o instinto é olhar imediatamente para o teto, para ver os Afrescos pintados por Michelangelo e a tão esperada imagem, bem no centro, da criação de Adão com a mão estendida e o dedo indicador quase a tocar em Deus… Esta imagem é mágica!!! Realmente nem é preciso fotos, ela vai ficar nas nossas memórias para sempre! Mas claro… tínhamos que “furar” tal regra! Cá ficam as imagens que NÃO substituem nem de perto a sensação de lá estar…

Tudo ao redor é também de tirar o fôlego … as fantásticas pinturas das paredes, feitas por dois outros grandes mestres, Botticelli e Domenico Ghirlandaio, o altar com “O Juízo Final”… tudo deslumbrante!

Juízo Final

E terminamos a visita no templo mais importante para o catolicismo, a Basílica de São Pedro.

Logo à entrada fica a Pietà de Michelangelo, a sua principal e mais famosa obra. Representa Jesus morto nos braços de Maria…Toda feita em Mármore está protegida por um vidro blindado desde 1972, quando sofreu um atentado e teve algumas partes danificadas.

Passamos a capela do Papa João Paulo II e mais á frente está a Estátua de São Pedro em bronze, obra de Arnolfo di Cambio. Muito famosa, seguindo a tradição todos os fiéis tocam nos pés da estátua pedindo proteção. Na verdade apenas um dos pés é alvo deste mito sendo visível que está de tal forma “gasto” que já não se pode ver a separação dos dedos!

Pode também passar-se horas admirando a grandiosa Cúpula, também projeto de Michelangelo, toda em mosaicos, mas cá de baixo perecem mesmo pinturas, algo fantástico! O ideal é mesmo subir e ver tudo de perto… não tínhamos essa visita incluída na tour, mas fica aqui essa dica!

Sob a Cúpula, cobrindo o túmulo de São Pedro, mais uma das maravilhosas obras de Bernini, oBaldaquino de Bronze, com seus 30 metros de altura.

Alias tudo na Basílica tem proporções gigantescas!!!

Saímos da Basílica para a praça… imagina-la cheia de fiéis não é difícil dada a quantidade de pessoas que por lá estão, formando infindáveis filas para as diversas entradas, simplesmente passeando em busca do melhor ângulo para a foto!

Projetada por Bernini de modo a que se tornasse um espaço sobretudo interativo, a área lateral rodeada de colunas foi pensada para que os peregrinos se sentissem abraçados e conduzidos para o templo.

Com os seus 320 metros de profundidade e 240 metros de diâmetro é capaz de abrigar mais de 300 mil pessoas. Trata-se “simplesmente” da maior praça do mundo!

Além de podermos admirar as 284 colunas e o obelisco central, que possui 40 metros de altura, duas fontes completam um cenário que a tornam única!

Roma imperial

Da parte de tarde fomos em busca da Roma Imperial… as ruínas de onde tudo começou. Revivendo as aulas de história fomos entender melhor a potência do império romano fazendo uma tour pelo Coliseu, Monte Palatino e Fórum Romano.

Com a hora marcada para as 14:30 dirigimos nos ao ponto de encontro junto ao COLISEU.

As filas para visitá-lo costumam ser enormes pelo que uma forma de evitá-las é comprando o ingresso antecipado, como nós fizemos.

Logo no primeiro dia, aí chegamos à noite, surgiu-nos , de repente, perante os olhos… gigante e todo iluminado, roubando-nos completamente a atenção. E todas a vezes que pelo seu exterior fomos passando ficávamos sempre impressionados… já o tínhamos fotografado em várias fases do dia…

Foi por isso com alguma ansiedade que entramos no principal símbolo de Roma, o maior anfiteatro construído durante o Império Romano (na antiguidade chamado Anfiteatro Flávio) com quase 2.000 anos de idade, 188 metros de longitude, 156 metros de largura e 57 de altura.

Foi considerado uma das 7 Maravilhas do Mundo.

Precisamos dizer mais????

Então acrescentemos: a sua importância é tão ímpar, que anualmente recebe aproximadamente 6 milhões de turistas.

Entrar lá dentro foi a concretização de um sonho e a tour guiada permitiu-nos conhecer um pouco da sua história:

Começou por ser o local onde milhares de pessoas entravam sedentas de espetáculos onde gladiadores lutavam até a morte. Foi também anfiteatro de exibições de animais exóticos, execução de prisioneiros e recreação de batalhas.

Já passou por terremotos, bombardeamentos durante a Segunda Guerra Mundial e inclusive já foi saqueado.

Já foi utilizado como igreja, armazém, cemitério e até mesmo como castelo.

Definitivamente é um monumento que merece ser visto e apreciado, pois representa grande parte da história não só de Roma e da Itália, como do nosso mundo moderno.

Depois de passar pelo Arco de Constantino, um dos arcos triunfais de Roma que inspirou o arco mais famoso do mundo: o Arco do Triunfo, em Paris, começamos a rua de pedras com antiga pavimentação romana para chegamos ao Fórum Romano que nos recepciona com o enorme e imponente arco de Tito.

Aí “desviamos” à esquerda para subirmos até ao Monte Palatino, uma das sete colinas de Roma, local onde antes vivia o imperador e percebe-se porquê… as vistas para o fórum, com o coliseu ao fundo são invejáveis!

Daqui é também hoje possível ver toda a cidade com as suas imponentes cúpulas e com as coloridas casas coloridas do burgo a fazerem deste local um dos eleitos para fotos panorâmicas !

Descemos então para a “via sacra” para percorrer esta área arqueológica que reunia o centro religioso, político, financeiro e comercial da cidade de Roma e que começou a ser construído no ano 600 a.C.!!!

A cada século que passava o Fórum aumentava: Cada imperador quis deixar ali a sua marca, o seu legado para as gerações futuras. Podem parecer hoje só ruínas, só pedras ao alto mas o seu valor histórico é incontestável.

Regressamos mais uma vez extenuados ao apartamento para recuperar forças e ir buscar a ajuda da nossa amiga de duas rodas…

Fomos jantar no BAIRRO TRASTEVERE! Cruzámos o rio Tibre e fomos até esse característico bairro romano, com as suas lindas casas e prédios cor de barro, com floreiras nas janelas e cobertas de heras… Que lindo é! Pensávamos que Roma já não nos conseguia mais surpreender… que engano!

Repleto de restaurantes é o local ideal para provar uma pasta à carbonara ou amatriciana, típicas de Roma.

Depois de jantar com um passeio pelas ruelas estreitas e todas iluminadas demos da melhor forma encerrada a visita à capital italiana.

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