Giro Italiano – CINQUETERRE

A Vila de Portofino é “fina”!!! um lugar de grife: Giorgio Armani, George Clooney, Tom Cruise e Jennifer Lopez entre outros são seus frequentadores assíduos quer atracando os seus iates quer vagueando pelas boutiques, Cartier, Dior e Louis Vuitton que disputam o espaço junto aos pescadores locais, nesta que é um das vilas mais pitoresca da Itália!

Fomos lá espreitar…Fizemos só um pequeno “tour” de mota, parando apenas para umas fotos panorâmicas pois tínhamos ainda alguns quilómetros pela frente para o nosso destino final as CINQUETERRE.

Patrimônio da Unesco, as “cinqueterre” são um conjunto de cinco pequenas vilas dum charme imensurável que se estendem entre as colinas da Liguria e o Mar Mediterrâneo: Monterosso al Mare, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore. Juntas formam uma paisagem bucólica com lindíssimas casinhas coloridas.
Além da dificuldade de aparcamento, mesmo para uma mota, o preço dos hotéis numa das Cinqueterre fez com que a nossa opção recaísse por “La Spezia”.

Ficamos neste hotel, muito simples mas o que consideramos suficiente para apenas dormir e que estava a um excelente preço e onde jantamos sempre comida italiana caseira com um limoncello a terminar: Levante Residence

E logo no primeiro dia fomos percorrendo a acidentada rodovia que liga os vilarejos desfrutando também das curvas que apenas um passeio de mota proporciona!!!

Para quem não se queira aventurar por estas estradas… pode fazê-lo de comboio, de barco ou mesmo a pé… O nosso conselho é adquirir o “The Cinque Terre Card Train” que inclui quer os autocarros ecológicos do parque natural, quer o acesso pedonal aos vários “trekking paths”, conexão Wi-fi à internet e claro viagens de comboio ilimitadas na linha Levanto – Cinque Terre – La Spezia (comboio regional em 2° classe) – Em época alta tem o preço de 16€/1 dia, 29€/2 dias e 41€/3 dias – 16 março a 3 novembro.

https://card.parconazionale5terre.it/en

Também há tours privadas e em grupo que fazem as cidades na comodidade de um barco, atracando em cada uma para conhecer e fotografar as partes mais bonitas.

Escolhemos começar pelas duas das “cinco terras” mais próximas de La Spezia

A primeira foi MANAROLA, a mais antiga das cinco, famosa pelo seu vinho “Sciacchetrà” e que tem algumas construções religiosas interessantes. Mas o seu verdadeiro encanto são as suas belas casinhas empoleiradas sobre as rochas que descem até o mar, aliás esta vila faz parte do Guinness Book pela sua beleza.

Deixamos a mota estacionada no topo e fomos descendo a pé pois toda a vila é pedonal.

A primeira paragem foi na praça principal onde fica a igreja de São Lourenço. A igreja fica numa área panorâmica, de onde se pode ver Manarola do alto.

Era hora de almoçar e por isso aproveitando o maravilhoso tempo com que a Itália nos tem brindado neste início de outono escolhemos uma esplanada de um muitos restaurantes!

Para ajudar a digestão dois trilhos em direções opostas:

A Via dell’amore que conecta Manarola com Riomaggiore, um caminho lindíssimo mas que está neste momento interrompido para melhoramentos.

Outro trilho, a que a liga a Corniglia, passa aos pés do penhasco e permite as mais bonitas fotos com o vilarejo em pano de fundo iluminado pelo sol! Um must do!

Informações práticas

Na entrada da vila existe um estacionamento ao aberto com 80 lugares com o preço de 2,50€/h

Daqui até RIOMAGGIORE são apenas três quilómetros…

A mais oriental das Cinqueterre está “dividida em partes”, ligadas por galerias subterrâneas para maior facilidade de locomoção.

Mais uma vez chegamos “por cima” uma vez que percorríamos a estrada nacional da província de Cinqueterre que as liga pelo topo das montanhas!

Estacionada a mota no limite da zona em que são permitidos veículos fomos descendo até a igreja “Santa Maria Assunta” e daí percorrendo a rua central da vila, a Via Cristoforo Colombo, chegamos à galeria que parte para a estação.

Continuando no sentido descendente entramos noutra galeria para chegar até à beira-mar, ao bairro dos pescadores e ao pequeno porto contornado por rochas. Pena os pequenos barcos coloridos estarem recolhidos pelos passeios.

Do seu castelo altaneiro restam apenas as paredes e duas torres circulares pelo que acabamos por não subir ao seu terraço que proporciona uma visão ampla da costa…o calor apertava e pusemos o drone a fazer “esse serviço” por nós!

Informações práticas

Existe um estacionamento coberto com 180 lugares à entrada da vila que custa 3€/h com o máximo de 20€/dia.

Com mais um dia por estas paragens a ideia era ir para a “mais longe”, a primeira do lado ocidental, MONTEROSSO AL MARE.

Durante a noite foi de tal ordem o temporal com os mais assustadores trovões e cargas de água que, apesar do sol raiar de manhã decidimos optar pela via ferroviária para não sermos surpreendidos!!!

Assim era quase meio dia quando chegamos à estação da maior e mais povoada de todas as cinco terras, vila de pescadores e de limoeiros e a única com praia de areia.

A parte antiga da cidade conserva a sua imagem medieval. Entre as ruelas desfilam antigos castelos, campanários, torres e fortalezas estendendo-se do cimo da colina até ao mar…

A Igreja de São Francisco de Assis marca o topo desta área e proporciona vistas espetaculares, assim como a torre Aurora, um pouco mais em baixo.

Fomos também tentar ver o “Gigante de Monterosso”, uma escultura enorme em pedra virada para o mar, perto da praia, que representa o Deus Neptuno. Parcialmente “destruída” pelas bombas da segunda guerra mundial está neste momento em restauro e por isso praticamente invisível.

Para quem lá vá por via rodoviária ficam aqui as Informações práticas que tínhamos recolhido: Na vila há dois grandes estacionamentos – Preço:2€/h, máximo 15€/dia.

De volta ao comboio saímos em VERNAZZA que tem uma das mais belas vistas do golfo de Génova e mesmo pequenina tem muito que visitar, descobrindo-a a cada esquina!

Possui um pequeno porto, ideal para barcos de pescadores e embarcações de pequeno porte e à sua frente uma piscina natural formada pela grande baía convida a um mergulho nas suas águas cristalinas…

Almoçámos na praça à beira-mar junto ao cais, integrado de forma surpreendente com a natureza, apreciando mais uma vez os pratos locais.

Subimos depois ao terraço do Castelo Doria de onde é possível admirar um belíssimo panorama da costa e da vila, repleto de casinhas coloridas.

Ao lado do castelo fica a torre Belforte, símbolo de Vernazza e por isso presente na maior parte das fotos da vila. A entrada no castelo Doria e na torre Belforte custa 1,50€.

As “praias” se é que assim podem ser chamadas, estão localizadas junto à praça central e ao lado da torre Belforte. Para chegar a esta última tem que se descobrir uma passagem na rocha que sai da rua principal.

Com um voo de drone procuramos o último ângulo panorâmico antes de rumarmos a Corniglia.

Mais uma vez aqui ficam as Informações práticas de estacionamento: custa 2€/h, só tem espaço para 80 veículos e fica a 1km da entrada da vila (na esquina entre a SP51 e a SP61). Daqui para frente só podem passar os residentes de Vernazza

A 100 metros de altura CORNIGLIA não está diretamente encostada ao mar… Para lá chegar há duas opções: uma bela subida chamada “Lardarina”, constituída por 33 rampas com 377 degraus ou um mini bus que sobe desde a estação de comboio até a vila, incluído no Cinqueterre card.

A vila inteira é cortada pela Via Fieschi, uma ruela estreita que passa pela praça principal e acaba no terraço panorâmico de Santa Maria com vistas para o mar. No lado oposto subimos até à igreja de San Pietro, na parte alta de Corniglia.

E pela mais pequena e menos movimentada das cinco demos por terminadas as Cinqueterre!

Informações práticas: A cerca de 500 metros de Corniglia, existe um estacionamento com 60 lugares com o custo de 2,50€/h.

⭐⭐⭐⭐⭐


Todos os textos são da autoria de Olga Samões e todas as fotografias deste blog são da autoria de José Carlos Lacerda, exceto onde devidamente identificado. Proibida a reprodução de quaisquer textos e/ou imagens sem autorização prévia dos autores


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